Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
SOUSA FILHO, Gilberto Cunha de |
Orientador(a): |
EVÊNCIO, Liriane Baratella |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Odontologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16246
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Resumo: |
O biopolímero da cana-de-açúcar é um produto extraído da síntese bacteriana através da Zoogloea sp., a partir do melaço de cana-de-açúcar, que apresenta características cicatrizantes em feridas cutâneas, porém nada tem sido descrito na reparação alveolar pós-cirúrgica em procedimentos que envolvem exodontias. Este trabalho se propõe a avaliar a ação deste biopolímero individualmente e associado à hidroxiapatita na reparação óssea alveolar por meio da determinação da radiopacidade e pela análise histomorfométrica, descrevendo um protocolo cirúrgico para exodontias em coelhos. Para tal, foram utilizados 30 coelhos da raça Nova Zelândia distribuídos em três grupos : Grupo I (n=10) tratado com biopolímero da cana-de-açúcar após exodontia; Grupo II (n=10) tratado com biopolímero da cana-de-açúcar associado à hidroxiapatita após a exodontia e Grupo III (n=10), grupo controle, com realização de exodontia e sem tratamento. O período de avaliação foi de 60 dias após a cirurgia, sendo realizado análise da radiopacidade feita através de radiografias digitais e estudo histomorfométrico da espessura das tábuas ósseas superior, inferior e da região central do alvéolo .As análises da radiopacidade e histomorfométrica não demonstraram diferenças significativas entre os grupos.Pôde-se ver que o uso da técnica proposta foi favorável em todos os procedimentos cirúrgicos, devido à metodologia desde a execução das manobras cirúrgicas à inserção de substâncias, sem causar alterações nos tecidos, que poderiam promover alterações no período de cicatrização. O biopolímero da cana-de-açúcar mostrou-se biocompatível, porém, não promoveu fechamento total da loja cirúrgica, onde o trabeculado ósseo circunscreveu os limites da esponja, não ocorrendo ossificação no seu interior. Porém, constatou-se que havia formação inicial de espículas ósseas no interior da esponja quando impregnada com hidroxiapatita. Assim, este biopolímero não impede a reparação óssea, porém a ação como veículo na reparação ocorre somente quando associado a outros materiais osteocondutores. |