Fatores associados ao risco de transtorno mental comum

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Moreno, Emilly Anne Cardoso
Orientador(a): Cavalcanti, Ana Márcia Tenório de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10719
Resumo: O transtorno mental comum está entre as causas mais frequentes de desabilidade na atualidade e constitui uma porção substancial da morbidade vista na atenção primária, sendo considerado um problema de saúde pública. A identificação dos fatores associados ao transtorno possibilita focalizar os grupos de risco e direcionar o cuidado. A presente dissertação está no formato preconizado pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco, estruturada em forma de artigos, um de revisão e um original, com metodologias descritas separadamente. O primeiro artigo, intitulado: Fatores associados ao transtorno mental comum: uma revisão integrativa, objetivou avaliar a produção científica disponível na literatura sobre os fatores associados ao transtorno mental comum. Foi realizado em seis etapas e utilizou para seleção as bases de dados: PubMed, LILACS, RCAAP, ADOLEC e CidSaúde. Dentre os principais resultados, destacam-se: sexo feminino, baixa escolaridade, baixa renda, violência e uso de álcool como prenunciadores importantes para o transtorno. Foi evidenciada uma lacuna de conhecimento no que se refere à identificação desses fatores em usuários da estratégia saúde da família e poucos estudos voltados para o público masculino, em relação aos estudos envolvendo a população feminina. O segundo artigo, intitulado: Transtorno mental comum: prevalência e fatores associados, objetivou identificar a prevalência e os fatores associados ao risco de transtorno mental comum em usuários da estratégia saúde da família do distrito sanitário V da cidade do Recife-PE. Trata-se de um estudo transversal, analítico e observacional, com amostra estratificada por sexo, de 404 usuários (45% homens e 55% mulheres). O risco para o transtorno foi avaliado utilizando o Self-Report Questionnaire-20 e na análise multivariada dos dados utilizou-se regressão de Poisson com variância robusta. A prevalência identificada foi de 33,9% (20,2% no sexo masculino e 45,2% no feminino) e as variáveis que se associaram significativamente ao transtorno foram: sexo, renda mensal individual, doença crônica, portador de transtorno mental na família e percepção de ter sofrido maus tratos ao longo da vida. Todo esse panorama deve ser considerado para o planejamento de medidas eficazes de educação voltadas para a promoção da saúde, com a efetivação da saúde mental. Nesse contexto, o enfermeiro é capaz de prestar uma assistência integral, promovendo ações de saúde tanto no nível individual quanto coletivo na perspectiva da integralidade da assistência, atuando como agente de transformação social e melhorando a qualidade de vida da população.