Fotografia e Contemplação Amorosidade do olhar no contemporâneo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: FARACHE, Ana Elyzabeth de Araujo
Orientador(a): SIQUEIRA NINO, Maria do Carmo de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Comunicacao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17648
Resumo: Esta tese se estrutura em torno do questionamento sobre o espaço reservado para a contemplação no contemporâneo através de um olhar amoroso. A impressão é a de que a contemplação como dimensão do olhar não teria mais lugar nos dias de hoje pela velocidade e diversidade imposta nas atividades cotidianas. São já corriqueiros os argumentos de que a modernidade ampliou a quantidade de tentações visuais ao mesmo tempo em que aumentou a velocidade de distribuição e de circulação das mesmas. Nesse sentido, uma posição que defenda a permanência de uma experiência visual que procura discernir a unidade naquilo que é fragmentado e múltiplo pareceria condenado, a priori, ao fracasso. No entanto, apesar dessas circunstâncias de superfície do contemporâneo, não são poucas as oportunidades em que se torna possível apreender posturas contemplativas capazes de impregnar parte da produção visual, em geral, e da fotográfica, em particular. Assim, a partir dessa reflexão surgiu a indagação: Que olhar é este que contempla? E mais: O que é contemplar? E como se dá essa contemplação no contemporâneo? Para refletir sobre essas questões, foi mantido o foco na relação que se estabelece entre o objeto e o observador, o contemplado e o contemplador, o visto e a visão. Uma visão na qual, segundo Plotino, “o objeto se converte no próprio ato de ver.”