Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
BEZERRA NETO, Armando Monteiro |
Orientador(a): |
MACIEL, Maria Amélia Vieira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Medicina Tropical
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32849
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Resumo: |
Staphylococcus spp. multidroga-resistentes é um dos microorganismos mais prevalentes em infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), em especial, em portadores assintomáticos. A utilização da vancomicina como opção terapêutica nessas infecções propicia a redução da susceptibilidade à vancomicina. O objetivo do estudo foi analisar o perfil de susceptibilidade à vancomicina de Staphylococcus spp. provenientes de pacientes oncológicos e da microbiota de profissionais de saúde, avaliar a capacidade de produção de biofilme em isolados clínicos e análise estrutural dos isolados de profissionais. Foram estudados 102 isolados oriundos de nasofaringe de profissionais de saúde e 56 isolados de diversas amostras clínicas de pacientes oncológicos. Todos isolados foram submetidos ao teste de susceptibilidade à vancomicina através da técnica de ágar suplementado com 6 μg/ml de vancomicina (BHIV6) e determinação da Concentração Mínima Inibitória (MIC). No BHIV6, observou-se o crescimento de dez isolados oriundos de pacientes oncológicos, oito S. aureus e dois CoNS. Nos isolados da microbiota de profissionais de saúde, cresceram 19, 7 S. aureus e 12 CoNS. Através da microdiluição em caldo para determinação da MIC, nos isolados dos pacientes, dois isolados de S. aureus foram resistentes MIC≥16 μg/μl, e nos isolados oriundos de profissionais de saúde, dois isolados de S. aureus apresentaram MIC ≥16μg/mL e três CoNS com MIC ≥ 32μg/mL sendo todos resistentes. Em relação à pesquisa do gene vanA, dos cinco isolados com MICs resistentes proveniente dos profissionais, apenas um isolado (S. epidermidis) transportou o gene vanA. Não foi observado o gene vanA nos isolados clínicos. Nos isolados oriundos de pacientes, analisou-se a capacidade de produção de biofilme, utilizando as técnicas de produção de exopolissacarídeo em ágar Vermelho Congo (AVC) e ensaio da produção de biofilme. Observou-se 41(73%) positivos em ambas as metodologias. Na formação de biofilme em presença de vancomicina, 15 isolados se enquadraram como não aderentes (13 S. aureus e 2 CoNS), 29 como fracamente aderente (24 S. aureus e 5 CoNS), cinco moderadamente aderentes (4 S. aureus e 1 CoNS) e cinco fortemente aderentes (todos S. aureus). Cruzando os resultados obtidos por essa técnica com os resultados da técnica (AVC), observou-se que 39 (70%) dos isolados positivos em ambas as técnicas. Comparando a produção do biofilme com e sem vancomicina, obteve-se uma boa concordância entre as técnicas. Nos isolados clínicos produtores de biofilme, 39,3% (22/56) eram portadores do gene icaAD (19 S. aureus e 3 CoNS), entre estes, dois isolados de S. aureus apresentaram resistência à vancomicina. Nenhum isolados CoNS que carreava o gene icaAD e capacidade de produzir biofilme, apresentou resistência à vancomicina. Os isolados provenientes de profissionais de saúde resistentes à vancomicina foram analizados através do MET, e apresentaram espessamento de parede celular, além de outras alterações estruturais. Os dados obtidos no estudo com isolados clínicos de pacientes oncológicos sugerem uma seleção apropriada da utilização de antimicrobianos. Em relação aos isolados provenientes de profissionais de saúde, um isolado albergava o gene vanA, e os demais apresentaram espessamento de parede celular, além de outras alterações estruturais celulares que sugerem outros mecanismos de resistência à vancomicina. |