Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2012 |
Autor(a) principal: |
MARINHO, Eduardo Galliza do Amaral |
Orientador(a): |
NEUMANN, Virginio Henrique de Miranda Lopes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6629
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Resumo: |
A presente tese versa sobre as Bases Geológicas e Geomorfológicas das Organizações Espaciais no Município de João Pessoa (PB). Espacialmente a área objeto de estudo corresponde ao território do referido município, que possui 210,55 km2. O município de João Pessoa localiza-se na microrregião homônima que, por sua vez, faz parte da mesorregião da Mata Paraibana. Geologicamente localiza-se na Sub-Bacia Alhandra que, juntamente com as Sub-Bacias Olinda (sul) e Miriri (norte), compõe a Bacia da Paraíba. Partindo do pressuposto de que o conhecimento de um elemento, por si só, não é suficiente para esclarecer a funcionalidade do todo, realizaram-se análises que seguiram a perspectiva geossistêmica. Desse modo, foi possível a individualização dos principais componentes dos sistemas ambientais, centrando-se especial atenção no relevo e suas respectivas correlações com os demais elementos, em especial com o clima, a geologia e as ações antrópicas. Para essa individualização geomorfológica foi adotada a perspectiva morfológica, contemplando a morfografia e a morfometria. A análise geomorfológica centrada na morfografia, que se ocupa com o aspecto qualitativo do relevo, e na morfometria, focalizada no aspecto quantitativo foi desenvolvida em sintonia com a proposta metodológica adotada. Mesmo considerando que o cerne deste estudo é a caracterização geomorfológica, procurou-se não perder de vista o caráter multi e interdisciplinar que lhe é inerente. Com fulcro nesses pressupostos foram identificadas, caracterizadas (morfograficamente e morfometricamente) e cartografadas as três principais unidades geomorfológicas da área em estudo, a saber: Planícies Costeiras, Planícies Aluviais ou Planícies de Inundação e os Baixos Planaltos Costeiros. Nesse sentido, houve a necessidade de subdividir duas dessas unidades em função das peculiaridades constatadas. Nas Planícies Costeiras, foram reconhecidas cinco subunidades: recifes (reef), praias (beach), dunas costeiras (coastal dune), cristas praiais (beach ridge) ou cordões litorâneos e planícies de marés (tidal flat). Em função da pouca representatividade espacial destas subunidades, nem todas foram mapeadas. A Planície Aluvial ou Planície de Inundação, por sua vez, devido a sua relativa homogeneidade morfológica, em decorrência da escala adotada, permaneceu indivisa. E finalmente os Baixos Planaltos Costeiros foram fracionados em três subunidades: topos, vertentes e falésias costeiras. As referidas unidades e subunidades, uma vez identificadas e analisadas, foram estudadas, incipientemente, em termos morfocronológico, morfogenético e morfodinâmico. Para essas análises foram elaborados alguns materiais cartográficos que culminaram com a confecção do mapa da Geomorfologia do Município de João Pessoa. Desse modo, ficou evidenciada a necessidade de se considerar o relevo, palco onde o homem organiza espacialmente suas atividades sócio-econômico-culturais, sob a perspectiva geossistêmica. Medidas regulamentadoras urgem precipuamente para disciplinar ou até mesmo coibir determinadas formas de apropriação do relevo, face às vulnerabilidades apresentadas. Nessa perspectiva, espera-se que as informações e os dados levantados possam subsidiar os instrumentos de gestão ambiental e/ou territorial no município de João Pessoa, possibilitando, desta forma, oferecer uma pálida contribuição para que se possa proporcionar um meio ambiente, organizado espacialmente em bases sustentáveis, para as atuais e futuras gerações |