Ensino médio integrado: formação politécnica como horizonte?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Pontes, Ana Paula Furtado Soares
Orientador(a): Oliveira, Ramon
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12990
Resumo: Este estudo teve como objetivo analisar como o Ensino Médio Integrado (EMI) se constitui em seus aspectos institucionais, organizacionais e político-pedagógicos na materialidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba/Campus João Pessoa e para qual perspectiva de formação ele sinaliza. A pesquisa foi realizada em duas etapas. Inicialmente, um estudo exploratório a partir da técnica de grupo focal com vinte e três professores e, posteriormente, a realização de entrevistas com professores dos cursos de EMI de Eletrotécnica e de Mecânica e com membros da equipe pedagógica, além da análise de documentos. Os nossos resultados dão conta de que os projetos pedagógicos dos cursos foram elaborados de forma aligeirada, não envolvendo discussões conceituais mais profundas. O processo de definição do currículo dos cursos foi permeado por conflitos de poder em que a força da vocação institucional se traduziu na hegemonia da formação voltada para o saber técnico. Os professores enfrentaram várias dificuldades no desenvolvimento da proposta de EMI, identificadas como de natureza conceitual, política, organizacional e pedagógica, especialmente no momento de expansão e da construção de sua nova institucionalidade como Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia, quando priorizou ações de cunho administrativo e organizacional. A preocupação com a Reforma recaiu sobre aspectos metodológicos (dimensão técnico-pedagógica) em detrimento da sua perspectiva política (que aluno formar, para que tipo de sociedade). Assim, concluímos que o desenvolvimento da proposta do EMI no IFPB/Campus João Pessoa se restringiu a mudanças na organização da matriz curricular concebida em termos estreitos de ajustes de cargas horárias e direcionamentos das disciplinas de Formação Geral para as necessidades da área técnica. Os cursos de EMI em análise não se efetivaram na prática e o Ensino Médio Integrado não se constituiu um projeto de travessia para uma nova realidade e a perspectiva de formação omnilateral não se materializou no desenvolvimento dos cursos.