Sobrevida de Pessoas Idosas vivendo com HIV/Aids no município do Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: VICENTE, Julianne Damiana da Silva
Orientador(a): MIRANDA, Gabriella Morais Duarte
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Saude Coletiva
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52098
Resumo: A infecção causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e a evolução para a Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS), consistem em problemas relevantes para a saúde pública em todo o mundo. Embora os idosos correspondam a uma menor proporção entre as faixas etárias acometidas, tem ocorrido um aumento significativo na incidência nos últimos anos. A partir disso, esse estudo caracterizou a sobrevida de pessoas idosas com HIV/Aids acompanhadas no Serviço de Atenção Especializada do município do Jaboatão dos Guararapes, no período de 2006 a 2021. Trata-se de um estudo quantitativo, observacional e longitudinal de caráter analítico, a partir de uma coorte retrospectiva de 116 pessoas idosas acometidas pelo vírus HIV. O cálculo da sobrevida foi realizado pelo estimador de Kaplan-Meier. Utilizou-se a razão das taxas de risco (Hazard Ratio) para associação entre grupos, e o teste de Log-Rank para a comparação das curvas de sobrevida. Para a associação das variáveis com a sobrevida foi aplicado o modelo de Cox. A maioria dos idosos tinha entre 60 e 69 anos, era do sexo masculino, teve o diagnóstico antes dos 60 anos, não havia apresentado internação hospitalar, não possuía registro de doenças oportunistas, não tinha falha terapêutica e trocou o esquema durante o seguimento. Ao final, somente a variável relacionada à internação apresentou-se como significativa, no qual a ausência de internação favoreceu a uma melhor sobrevida. Vale salientar que dos 116 idosos que compuseram o grupo de estudo, apenas 09 (7,8%) foram a óbito por causas relacionadas ao HIV. O tempo média de sobrevida foi de 76,5 meses. Nos doze primeiros meses estudados ocorreram 44,4% dos óbitos e a probabilidade de sobrevivência foi de 96,4%. Em suma, esta pesquisa trouxe consigo subsídios que podem contribuir para identificar a necessidade de implantação de novas fontes de monitoramento de informações para o atendimento dos usuários do serviço especializado em questão. Dessa forma, visando aperfeiçoar a assistência das pessoas idosas que vivem com HIV acompanhadas ambulatorialmente, assim como uma melhoria do preenchimento dos dados epidemiológicos e clínicos, embasando futuras intervenções e ações assistenciais. Observou-se ainda uma baixa mortalidade por causas relacionadas ao HIV, o que aponta para a importância do programa de controle, mas também demonstra a necessidade de um cuidado que considere as vulnerabilidades e subjetividades das pessoas idosas que vivem e convivem com HIV.