Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Medeiros Ferreira, Roberta |
Orientador(a): |
Simão de Freitas, Alexandre |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3724
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Resumo: |
Este trabalho disserta sobre o discurso do protagonismo juvenil presente nas produções acadêmicas, na mídia e, em especial, nas políticas públicas de juventude. O estudo toma como referência o pensamento de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, tendo em vista compreender como a articulação discursiva da noção de protagonismo implica a instauração de imagens ambivalentes a respeito das identidades juvenis, sobretudo das identidades daqueles jovens que são abordados como público alvo das políticas de juventude. Mais especificamente, nossa preocupação se concentrou na apreensão de uma espécie de discurso flutuante presente nos documentos que materializam o Projeto Agente Jovem, buscando analisar as nuance do tratamento político que vem sendo dado, pelas políticas governamentais, aos jovens pobres de nosso País. Para tanto, inicialmente, discorremos sobre as categorias de discurso, política, hegemonia e identidade no pensamento de E. Laclau (2000). Em seguida, através de uma pesquisa documental, mapeamos os sentidos atribuídos ao protagonismo juvenil e a forma como esses sentidos contribuem para uma alteração nas representações que historicamente foram sendo construídas sobre as identidades dos segmentos juvenis das periferias urbanas. Por fim, nos limites estreitos que nos colocamos para o desenvolvimento dessa pesquisa, podemos afirmar que o discurso do protagonismo, presente nas políticas governamentais e em especial no Projeto Agente Jovem, tende a homogeneizar a compreensão das identidades juvenis. E, consequentemente, também, os problemas que afetam os diferentes grupos juvenis, omitindo conflitos e desigualdades, além de responsabilizar os jovens pela própria mudança que as políticas pretendem lhe oferecer |