A cidade em fragmentos: uma análise das metamorfoses espaciais em Campina Grande – PB no período de 1990 a 2010
Ano de defesa: | 2010 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Geografia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/29323 |
Resumo: | O presente trabalho analisa as metamorfoses do espaço público de Campina Grande – PB, as quais se tornam mais evidentes a partir da década de 1990. Os usos e percepções da cidade adquiriram novas formas, e algumas camadas da população se ausentaram dos espaços públicos. Instala-se no espaço urbano uma psicoesfera do medo, que se reflete tanto nas ações das pessoas, quanto nos objetos que compõem o espaço geográfico. O espaço público se retrai em detrimento da esfera privada e dos territórios de exclusão, os quais são, ao mesmo tempo homogeneizadores sócio/culturais e avessos à pluralidade social. O entendimento e a explicação desse processo têm como referencial teórico às transformações ocorridas nos novos paradigmas políticos, econômicos, culturais, técnicos e produtivo-consumistas que se amalgamam na viabilização do atual estágio do desenvolvimento capitalista, com reflexo direto na transformação do espaço local. Tais vetores da globalização capitalista, ao incidirem na escala do lugar transformam-no; mas, dialeticamente também adquirem características inerentes às peculiaridades do lugar. Tais transformações são mais impactantes sobre a população mais jovem, que não vivenciou outras formas de apropriação do espaço urbano e se depara hoje com um meio fóbico, massificador, excludente e individualista, mas, tais características tornam os jovens de hoje muito mais propensos à busca de identidades, de aceitações, de reconhecimentos e de autenticidades. O imaginário cosmopolita historicamente construído, e a tradicional exclusão social que se faz presente na produção/reprodução espacial de Campina Grande fazem com que os vetores da globalização tenham, nesta cidade aspectos peculiares que se manifestam nos usos dos seus espaços públicos de forma específica, diferenciando-os de outros centros urbanos. Para entender o espaço presente em sua totalidade contraditória se faz necessário não dissociá-lo dos processos da globalização, da pós-modernidade, da política neoliberal, do meio técnico-científico-informacional e do consumo flexível como condições sem as quais, toda e qualquer análise espacial contemporânea resultará num diagnóstico superficial. A comparação entre a produção do espaço urbano contemporâneo e a cidade planejada a partir de um pensamento e estética da modernidade fordista é de fundamental importância para a percepção de quão profundas são estas transformações. Por fim, o meio técnico-científico-informacional, no qual se constitui o território usado do presente, é um dos elementos-chave para se entender as metamorfoses que se processam tanto na tecnosfera quanto na psicosfera local. |