Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
NASCIMENTO, Natália Cássia do Espirito Santo |
Orientador(a): |
LIMA, Fernando Roberto de Andrade |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e Nuclear
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32334
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Resumo: |
A hipóxia tecidual é o maior fator patológico nas isquemias cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e tecidos cancerosos. Em casos de câncer, a presença de células hipóxicas parece acelerar a progressão maligna e o potencial metastático do tumor, conduzindo à resistência a radioterapia e a quimioterapia. A detecção de tecidos hipóxicos pode servir como indicador do desenvolvimento da patologia ou indicador prognóstico do controle da doença. Atualmente, uma metodologia promissora para detecção de hipóxia é a utilização de radiofármacos PET. A tomografia por emissão de pósitron (PET) é a técnica de imagem mais sensível para detecção de hipóxia. O [¹⁸F]FMISO é um marcador para avaliar de forma não invasiva a hipóxia em tumores por meio da técnica PET/CT. O objetivo deste trabalho é sintetizar o [¹⁸F]FMISO, estabelecer metodologias de controle de qualidade e ensaios não clínicos da sua formulação. A síntese foi realizada utilizando o módulo de [¹⁸F]FDG (fluorodesoxiglicose) que foi adaptado para o [¹⁸F]FMISO. Foram testados cinco protocolos de síntese.Testes de controle de qualidade foram realizados para avaliar o produto, as metodologias de análise utilizadas e os requisitos especificados para esse radiofármaco foram estabelecidos com base na sua monografia. O estudo de estabilidade do radiofármaco foi realizado considerando a máxima concentração radioativa do radiofármaco, o ensaio foi realizado nas condições de temperatura igual 40 ± 2 °C e umidade de 75 ± 5% UR. Foram realizados os ensaios não clínicos de citotoxicidade, genotoxicidade in vitro com células de PBMCs de humanos. Dos cinco protocolos de síntese testados, o protocolo 3, com temperatura de síntese de 130 °C e temperatura de marcação de 85 °C, apresentou maior rendimento (~40%) sendo eleito como o melhor protocolo a ser utilizado para síntese do [¹⁸F] FMISO. Estudos de biodistribuição e imagens microPET foram realizados em animais sadios. A síntese e o controle de qualidade do [¹⁸F]FMISO foram desenvolvidos em acordo com as BPF de Radiofármacos e o prazo de validade é de 7 horas após a síntese. O [¹⁸F]FMISO foi obtido em conformidade com critérios físico-químicos e microbiológicos preestabelecidos. O [¹⁸F]FMISO não apresentou sinais de citotoxicidade e genotoxicidade em concentrações ideais para ser administradas em paciente nem em concentrações 10 vezes maiores, provando a segurança da formulação produzida. Em camundongos sadios, estudos de biodistribuição e imagem indicaram elevada captação pelo fígado, intestinos e rins. Esses achados mostram que a eliminação deste radiofármaco não é exclusivamente pela via renal, mas também através do sistema hepato-biliar devido à sua maior lipofilicidade. Os dados obtidos estão de acordo com os estudos disponíveis na literatura e comprovam o seu perfil de distribuição. Os resultados obtidos para o [¹⁸F]FMISO encorajam o uso deste radiofármaco em estudos futuros para avaliação a eficácia do radiofármaco produzido na marcação de tumores hipóxicos em camundongos. Para o [¹⁸F] FMISO tornar-se disponível nos serviços de medicina nuclear do Brasil é necessário que haja o pedido de registro do radiofármaco junto a ANVISA, como preconiza a RDC 64. Com esses resultados apresentados, é fundamental que ainda sejam feitos os estudos clínicos em humanos. |