Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
LUDERMIR, Rosa Bernarda |
Orientador(a): |
LA MORA, Luis de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3535
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Resumo: |
Como estabelecer uma relação entre elementos culturais, circunstâncias políticas e uso do espaço urbano? Como verificar a relação entre cultura, sociedade e comportamento? É possível ler, no tecido concreto da cidade, as marcas dos seus processos e agentes de produção? A confrontação de práticas cotidianas de diferentes grupos sociais evidencia a influência de elementos culturais na produção da metrópole. Na escolha do bairro da Boa Vista e no uso e ocupação dos espaços do Recife pela imigração judaica na primeira metade do século XX mapeados a partir de depoimentos dos imigrantes e seus descendentes de primeira e segunda geração a apropriação coletiva de diferentes espaços públicos parece responder às transformações políticas e sociais que caracterizaram o período de 25 anos que separa a eclosão das guerras mundiais I e II e, ao mesmo tempo, guardar características peculiares à cultura judaica. A princípio concentrados em torno de suas instituições culturais entre outras, idioma, religião e sentido de responsabilidade social os imigrantes iam modelando, no Recife, a cidade estrangeira. Reproduziam, aqui, relações urbanas e de vizinhança comuns nos seus locais de origem. Quando, socialmente inseridos, acompanharam a classe média na ocupação de outros bairros da cidade, o lugar a Boa Vista vira sujeito, protagonista da história, parte da experiência pessoal. Na diversidade, na convivência das diferenças, está a síntese da cidade. A presença judaica no Recife teve o espaço da Boa Vista, com seus atributos, sua história e sua materialidade, como substrato físico para que se desenvolvessem as relações entre duas sociedades recifense e imigrante. A sua ausência re-significa o lugar. Outros atores se apropriarão do espaço que ganhará novas marcas e contarão outras histórias. É a cidade que se reinventa. Da sobreposição dos tempos e agentes sociais, de diferentes memórias e significados, se fazem os lugares e as histórias essa, contada pelos imigrantes judeus |