Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1986 |
Autor(a) principal: |
Levi Buarque, Lair |
Orientador(a): |
William Carraher, David |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8976
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Resumo: |
Entre as inúmeras hipóteses que se levantam acerca da evasão e repetência na 1ª série da escola pública do país, está o desempenho do professor alfabetizador como uma provável explicação para o fracasso das crianças da escola oficial. Este trabalho investigou a relação entre o estilo de desempenho dos alfabetizadores - aqui definido como o modo de desenvolver a proposta pedagógica em sala de aula - e o resultado dos alunos na alfabetização. No presente estudo acompanharam-se, em sala de aula, doze professoras da 1ª série distribuídas em cinco escolas da rede estadual durante o ano de 1984 e, ao final dele, 120 crianças foram submetidas a testes de leitura e escrita de palavras. Os resultados obtidos foram analisados em quatro níveis: a) identificação do estilo de desempenho das professoras da amostra; b) estilo de desempenho do professor e performance dos alunos; c) escola e desempenho dos alunos nas tarefas aplicadas; d) perfil dos alunos aprovados ou retidos e avaliação das professoras. Os estilos de desempenho identificados resultaram de uma escala de avaliação cuja construção partiu da análise qualitativa das atividades desenvolvidas em sala de aula pelas 12 professoras observadas. Assim, constataram-se dois estilos situados nos pólos opostos da escala proposta e denominados de mecanicista e elaborativo. Seis professoras tiveram seus desempenhos classificados como mecanicista, enquanto só duas encaixaram-se no estilo elaborativo. As outras quatro, situaram-se numa faixa intermediária, mas que tende preponderantemente para o estilo mecanicista. Ao analisar o resultado dos alunos nas tarefas aplicadas, verificou-se que não houve uma indicação de relação entre o estilo de desempenho do professor e aprendizagem dos alunos na 1ª série. Em seguida, agrupando-se os resultados, verificou-se que esses dados indicaram um possível efeito da escola sobre os resultados finais na alfabetização. O perfil dos alunos aprovados ou retidos da amostra também foi confrontado com a avaliação da professora, verificando-se a inexistência de alunos considerados fortes no grupo dos retidos e a presença de alunos fracos entre os aprovados. Contrastou-se também o desempenho dos dois grupos nas tarefas do abecedário e leitura de frases. No abecedário houve distribuição dos 8 retidos nos dois níveis de desempenho (1a, 1b - 2a, 2b); os aprovados também se distribuíram entre esses níveis, à exceção do 1a. Na tarefa de leitura de frases, todos os alunos retidos não conseguiram ler, enquanto que entre os 103 aprovados, 17 (16,50%) crianças não leram. Esses resultados parecem evidenciar que as professoras possuem critérios mais maleáveis para aprovar, enquanto que o julgamento dos retidos indica uma avaliação dirigida para detectar a ausência de requisitos para a 1ª série. Os resultados finais deste estudo longe de isentar ou apontar culpados, permitem indicar: a) a importância de se reconsideram a formação profissional dos professores alfabetizadores e b) a necessidade da escola redefinir o seu papel na tarefa de educar |