O conflito cognitivo docente nas relações didáticas com a mesa educacional alfabeto
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Educacao Matematica e Tecnologica |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34064 |
Resumo: | Essa pesquisa teve como sua problemática de projeto o uso didático das mesas educacionais interativas que tem como cenário as escolas da rede municipal do Recife. Essas ferramentas tecnológicas foram implantadas com um projeto de monitoria e formações pedagógicas, porém o uso dessa prática tecnológica não foi efetivado. Então ocorreu uma inquietação de compreender o que leva os docentes a não usar as mesas mesmo com a orientação pedagógica. Foi desenvolvida a pergunta: quais são os conflitos dos professores do 1º ao 5º ano da rede municipal de educação no Recife, para o uso da Mesa Educacional Alfabeto? E por que ocorrem? Assim, temos como hipótese que a formação de docentes para o uso das mesas digitais reforça o uso instrucional do artefato ao invés da valorização nas relações de aprendizagem sobre o uso contextualizado pedagógico. Assim, o objetivo geral foi: analisar as principais causas que levam os professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental I, a terem conflitos com o uso da mesa educacional alfabeto. Com os seguintes objetivos específicos; Identificar os docentes com desconforto metodológico com o uso da Mesa Alfabeto; Identificar os pressupostos dos docentes sobre o não uso didático da Mesa Educacional Alfabeto, do 1º ao 5º ano do ensino fundamental I; Identificar os possíveis conflitos do docente com ação didática na mesa alfabeto. A metodologia teve por base analisar os cenários de investigação de forma dissociada e por etapas. Para nosso estudo as etapas foram divididas em processos de investigação com três partes: pressupostos sobre o não uso das mesas, formação sobre as possibilidades de uso, observação da aula com o professor em seu espaço com as mesas interativas. Tivemos como cenário de pesquisa duas escolas, diante das características percebidas, identificamos como estudo de casos múltiplos. Como base teórica para a investigação foi usada à teoria da Epistemologia genética de Piaget, que aborda o processo da construção de um novo conhecimento passa por um conflito cognitivo que sucede a assimilação e depois acomodação para o equilíbrio marjorante. Pois, foi percebido que os docentes ao se depararem com “novos elementos” em seu cenário didático tinham dificuldades que não eram superadas para a construção de uma prática tecnológica com a mesa alfabeto. Assim, esse fenômeno educativo que impede que os docentes desenvolvam sua prática com o uso da mesa alfabeto foi visto como um conflito cognitivo que não é acomodado na relação de aprendizagem docente. Assim, tivemos como um dos principais resultados a identificação do “Conflito Cognitivo Didático Tecnológico Docente-CCDTD”. Pois, o docente sente conflito com o uso da mesa alfabeto, percebido nas observações no momento de intervenção no espaço escolar. Assim, o docente também passa por conflitos na relação de mudança de posição dos alunos no espaço com as mesas interativas que tem a inclinação para atividades colaborativas. Além de exigirem uma mudança de posição e orientação do professor que entra em choque com sua prática com características do ensino tradicional. |