Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
BEZERRA, Laís de Carvalho Santos |
Orientador(a): |
FRANÇA, Elvis Joacir de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e Nuclear
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50169
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Resumo: |
Diante do caótico cenário gerado pela pandemia de COVID-19, uma doença de transmissão respiratória e a escassez de ensaios experimentais para a validação da reutilização e utilização prolongada dos equipamentos de proteção respiratória, este trabalho objetivou avaliar a integridade e funcionalidade de respiradores PFF2 após reutilização em ambiente hospitalar gerador de aerossóis por meio de avaliação microscópica e ensaio não destrutivo por Espectrometria Gama de Alta Resolução - EGAR, empregando fonte de Eu-152. As coletas foram iniciadas após dispensa pela aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o parecer no4.539.579. Foram distribuídas 108 respiradores PFF2, reutilizadas por 12, 24 e 36 horas com uma perda longitudinal aproximada de 25%. Os dados sociodemográficos e epidemiológicos bem como o controle da amostragem foram registrados em questionário semiestruturado. Para a avaliação de integridade, as camadas internas, externas e filtros foram analisadas separadamente. Como resultado da Microscopia Óptica, não houve diferença significativa (α = 0,05) entre as PFF2 reutilizadas por até 24 horas e respiradores PFF2 não utilizados (brancos analíticos). O ensaio não destrutivo por EGAR demonstrou alteração na interação da radiação gama com as camadas internas e externas e os filtros, provavelmente provocada pelo acúmulo de particulados atmosféricos agregados às tramas dos protetores respiratórios. Os resultados corroboram com pesquisas internacionais que detectaram danos estruturais e perda da função dos protetores respiratórios PFF2 acentuados a partir testes de ajustes e vedação, após 24 horas de reutilização. Por isso, recomenda-se a reutilização desse EPI por intervalos até 24 horas, sendo necessária a associação com medidas de autocuidado dos profissionais para auxiliar a conservação do EPI. |