Representações do migrante internacional em Veja e Newsweek

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: ALENCAR, Larissa Barros de
Orientador(a): GOMES, Isaltina Maria de Azevedo Mello
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3185
Resumo: Através da análise do material publicado, durante o ano de 2009, por duas revistas de alcance transnacional, a brasileira Veja e a americana Newsweek, esta dissertação avalia que discursos sobre o migrante estão sendo difundidos no contexto internacional. Partindo da premissa de que os sentidos gerados por publicações de tal porte tendem a influenciar a opinião e a ação dos cidadãos globais, tomou-se como suporte a Teoria das Representações, a Teoria do Framing e o pensamento de Mikhail Bakhtin. Pretendendose um estudo de caso sobre a relevância do processo de escolha de representações sociais e enquadramentos nas redações, selecionamos os textos que continham a palavra migração e seus correlatos, ou que traziam como personagens migrantes internacionais. Descobrimos que, apesar das diferenças ideológicas e históricas entre as duas newsmagazines, o migrante internacional surge tanto nas páginas de Veja quanto de Newsweek principalmente como personagem de apoio a versões conservadoras da identidade nacional. Adaptando os ângulos às condições políticas de cada um dos países de origem, ambas as revistas ressaltam representações valorizadoras do ideário capitalista, o que se manifesta na revista brasileira pela glorificação do emigrante e, na americana, pela pregação da aceitação do imigrante. As opções de enquadramentos assumidas, em geral e mais fortemente em Veja, atuam na construção de uma realidade que não problematiza a fundo a questão da migração internacional, salientando seu lado óbvio e menosprezando o que, dentro do óbvio, é contraditório