Cognição, linguangens e estereótipos acerca das pessoas deprimidas: estudo em três categorias profissionais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: SIEBRA, Gilca Bezerra Alves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12780
Resumo: Esta tese trata do estudo de prováveis estereótipos quanto a pessoas deprimidas na produção linguística de três categorias: profissionais da área de Saúde, professores de Línguas e outros profissionais. Para tanto, fez-se uma revisão do que seriam linguagem e estereótipos – e sua neurobiologia –, a fim de se estabelecer sua interface. Foi feita uma revisita aos conceitos de crença, categorização social e Modelo de Categoria Linguística, entre outros, e seus pressupostos teóricos. Também foram abordados alguns indícios do que seriam afetividade e depressão, e seus impactos no cotidiano do indivíduo. Discutiu-se a existência inequívoca de estereótipos em produções linguísticas e o que eles revelam, bem como suas possíveis influências no sujeito – produtor e alvo do discurso – exposto a tais estereótipos, em especial naqueles que sofrem de depressão. Foi realizada uma pesquisa com profissionais da área de Saúde (em geral e Mental), professores de Línguas (Português e Inglês) e profissionais de outras áreas (de níveis médio e superior) com o intuito de verificar a possível diferença na ocorrência de vieses linguísticos referentes aos deprimidos e aos não deprimidos (LEB), o que efetivamente se comprovou na codificação linguística mais positiva dos profissionais de Saúde quanto aos deprimidos, apontando ainda para um olhar mais humano desse profissional, indiferente ao fato de se ser ou não deprimido (LEB), ou de se pertencer ou não à sua categoria profissional (LIB). O viés linguístico intergrupal (LIB) nas três categorias investigadas se evidenciou na forma como cada categoria codificou a si própria mais favoravelmente, de acordo com os pressupostos teóricos. Espera-se que este estudo contribua para dirigir um olhar mais atento sobre comportamentos linguísticos baseados em estereótipos e suas possíveis implicações.