Dominância estocástica na avaliação da concentração de riqueza no Brasil : uma comparação entre distribuição de terra e de renda nos anos de 1985 e 1995

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: da Costa Abensur, Themis
Orientador(a): Cristina Falcão Raposo, Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6385
Resumo: Neste trabalho apresentamos uma abordagem econométrica para a avaliação da concentração (ou desigualdade) de riqueza no Brasil, onde as riquezas abordadas são a propriedade de terra e a renda. A avaliação da concentração de riqueza baseia-se na análise das principais medidas de concentração, tais como: as da classe entropia generalizada, da classe de Atkinson e o índice de Gini, complementada pelo estudo da dominância estocástica. O interesse no estudo da concentração de terra deve-se ao fato de que estudos dessa natureza são bastante escassos no Brasil. Neste sentido, o objetivo desse trabalho é identificar qual medida de concentração reflete as pequenas mudanças ocorridas na distribuição de terra e na distribuição de renda no Brasil entre 1985 e 1995. Para isso, são utilizados dados do censo agropecuário do IBGE e dados da PNAD nos anos considerados, a partir dos quais foram obtidos os valores das medidas de concentração e construídas curvas de dominância estocástica para avaliar a concentração da riqueza no Brasil. A partir dos resultados obtidos, foram comparadas as concentrações de terra com renda em cada ano e as concentrações do mesmo tipo de riqueza entre os anos. A partir da análise dos resultados, observamos que a concentração de terra é superior à concentração de renda no Brasil nos anos estudados. Além disso, constatamos uma redução muito pequena, tanto na concentração de terra, quanto na concentração de renda de 1985 para 1995