Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
MOURA, Kássia Íris Silva |
Orientador(a): |
QUEIROGA, Bianca Arruda Manchester de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Saude da Comunicacao Humana
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/49617
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Resumo: |
A gagueira é um transtorno da fluência de origem neurodesenvolvimental, complexa e multifatorial, com início na infância. Por isso, é fundamental que o diagnóstico da gagueira seja realizado ainda na infância, a fim de se minimizar os impactos. O objetivo deste estudo foi explorar a aplicabilidade do Instrumento de Identificação de Risco para a Gagueira do Desenvolvimento (IRGD) no contexto educacional. Tratou-se de estudo descritivo de abordagem quanti-qualitativa. Na primeira fase do estudo, a amostra foi constituída por 31 escolares de ambos os sexos, com e sem queixa de gagueira, matriculados em escolas da rede pública da Região Metropolitana do Recife-PE e seus respectivos pais/responsáveis. Participaram da segunda fase do estudo oito pré- escolares participantes da primeira fase. A coleta de dados foi realizada pela fonoaudióloga responsável e por uma professora que aplicaram o Instrumento de Rastreio da Gagueira do Desenvolvimento IRGD junto aos responsáveis das crianças da fase 1. Todas as crianças foram convidadas para segunda fase, porém dessas, três tinham sido classificadas como estando em risco, e cinco como fora de risco para a gagueira. Essas oito crianças foram submetidas à avaliação fonoaudiológica, realizada pela pesquisadora através do conto e reconto das histórias do Chapeuzinho vermelho e Frog, Where are you? que possibilitou a obtenção de gravação de fala semi-espontânea, que por sua vez foi analisada segundo os critérios da prova de fluência do ABFW – Teste de linguagem infantil, de forma cega, por uma fonoaudióloga especialista em fluência. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Pernambuco. As três crianças identificadas como estando em risco para gagueira, segundo critério do IRGD, também foram identificadas pelos parâmetros da prova de fluência do ABFW como tendo algumas alterações da fluência, a saber: alta frequência de descontinuidade da fala; presença excessiva das disfluências típicas da gagueira confirmando-a e uma das crianças embora com queixa, classificado no IRGD sob risco e histórico da gagueira na família, obteve alteração apenas nos aspectos relacionada a velocidade da fala, podendo indicar outro transtorno da fluência, como a taquilalia. Observou-se presença de outras disfluências na fala como: interjeições e hesitações no grupo sem risco, assim como uma criança com elevada taxa de descontinuidade da fala, indicando taquifemia. Dessa maneira, a análise descritiva comparativa indica que o IRGD possibilitou a identificação de pré-escolares em risco para os transtornos da fluência, e não apenas da gagueira. |