Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
COUTINHO, Virgínia Menezes |
Orientador(a): |
QUEIROGA, Bianca Arruda Manchester de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Saude da Crianca e do Adolescente
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/34128
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Resumo: |
As práticas de saúde direcionadas à criança com Doença Cardíaca Congênita (DCC) devem considerar aspectos que vão além da condição clínica e abarquem questões quanto a seu desenvolvimento, contexto familiar e social, entre outros. Para uma assistência resolutiva, é preciso que os profissionais fundamentem suas ações no princípio da integralidade. Com o objetivo de investigar se uma intervenção educativa com profissionais de saúde pode promover mudanças na percepção quanto ao cuidado integral da criança com DCC, adotou-se uma pesquisa de intervenção, de abordagem mista, composta por um estudo quantitativo (Estudo 1), com 47 mães e 48 crianças, e um estudo avaliando as representações sociais de 7 profissionais quanto a assistência integral à criança com DCC, antes e após uma intervenção educativa (Estudo 2A) e uma pesquisa de intervenção educativa (Estudo 2B), ambos de abordagem qualitativa. No estudo 1, foi avaliado o Senso de Coerência materno (SOC) e o estilo de apego da criança. No estudo 2A foram realizadas as técnicas de associação livre e o procedimento de classificações múltiplas antes e após a intervenção educativa, cuja análise se baseou na teoria das representações sociais, e no estudo 2B realizou-se grupos operativos, que foram analisados por meio do discurso do sujeito coletivo (DSC). No que diz respeito ao estudo 1, o SOC materno foi considerado baixo (média de 42,9), a dimensão de menor média foi o manejo e o tipo de apego predominante foi o inseguro ansioso. Houve uma associação significante entre o estilo de apego inseguro da criança e um baixo SOC materno. Em relação ao estudo 2A, as representações sociais dos profissionais quanto à integralidade da assistência à criança com DCC, após a intervenção, apresentaram conceitos relativos às práticas assistenciais, a partir da multidisciplinaridade e interdisciplinaridade e da atenção à família. Apresentaram ainda aspectos de ordem subjetiva como a visão holística, amor e compreensão, além do olhar biopsicossocial. A comunicação efetiva, desenvolvimento, acessibilidade e universalidade também foram representações sociais concebidas após intervenção. A análise da intervenção destacou aspectos decorrentes da adoção de um modelo biomédico, demonstrando como principais mudanças ocorridas na percepção dos profissionais a ampliação do olhar para a subjetividade das relações estabelecidas entre mãe e criança, através da compreensão e valorização do SOC materno e estilo de apego entre criança e mãe, como aspectos a serem identificados e utilizados em práticas de saúde; o reconhecimento da necessidade de integração entre as equipes e da comunicação dialógica, e da criação de grupos entre equipe e mães, como estratégias que favorecem as práticas integrais. A Educação Permanente institucional foi reconhecida como falha, devendo assim ser fortalecida como forma de promover reflexões críticas. Evidencia-se a necessidade de perceber a integralidade como princípio nas práticas na área de saúde, alicerçado em um novo paradigma que valoriza o diálogo e a problematização, e dimensões subjetivas do cuidar, visto que o SOC e a Teoria do apego abrem caminhos para o levantamento de questões relacionais entre profissionais-mãe-criança, fortalecendo o cuidado em uma perspectiva ampliada. |