Para além do alimento: inovações sociais em torno do açaí na comunidade ribeirinha Santo Ezequiel Moreno em Portel, Arquipélago do Marajó, Pará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: MORAES, Lucivando Barbosa de lattes
Orientador(a): ASSIS, William Santos de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas
Departamento: Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14854
Resumo: A dissertação aborda inovações sociais relacionadas ao agroextrativismo do açaí na comunidade ribeirinha Santo Ezequiel Moreno (SEM), município de Portel, arquipélago do Marajó, estado do Pará. O objetivo desta pesquisa foi identificar e analisar as principais inovações sociais, decorrentes do agroextrativismo do açaí, na comunidade SEM, bem como suas inter-relações. O método utilizado foi o de estudo de caso, e os dados foram coletados com a participação dos ribeirinhos seguindo etapas da pesquisa e contou com análises qualitativas e quantitativas descritas em forma de sistematização. Foram identificadas quatro inovações sociais na comunidade SEM conforme o recorte proposto na pesquisa, que estão interligadas através de ajuda mútua dos comunitários facilitada pela autogestão de todas elas, além disso, apresentam o Fundo Solidário Açaí (FSA) como inovação social base em função do processo de construção que despertou maior organização e cooperação entre os comunitários. O perfil alimentar dos comunitários é comum à identidade de ribeirinhos da região, mas merece especial atenção para coibir a inserção de alimentos industrializados e superprocessados que vem sendo incorporados à dieta alimentar, em função da elevação da renda, associada ao açaí, e do acesso contínuo ao contexto urbano da cidade de Portel, se contrapondo à cultura alimentar local e afetando, assim, a soberania alimentar da comunidade.