A gestão do risco social na escola em documentos de promoção da saúde (2005 a 2015): análise da implicação do professor

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: ALMEIDA, Leila Cristina da Conceição Santos lattes
Orientador(a): LEMOS, Flávia Cristina Silveira lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Instituto de Ciências da Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/10907
Resumo: Neste trabalho doutoral se discutem tramas de redes discursivas que enunciam o professor como gestor de indicadores de saúde na escola pública. São investigados dispositivos de capacitação e responsabilização docente como estratégia do governo da vida saudável. Para tanto, a pergunta problema que norteia a pesquisa é: de que modo se constitui a trama da implicação do professor como gestor do risco social em práticas discursivas de promoção da saúde na escola? Nesse sentido, o objetivo geral deste trabalho constitui-se em analisar como se dá a implicação do professor em documentos de promoção da saúde na escola de 2005 a 2015. Deste desdobram-se os seguintes objetivos específicos: trazer à tona a história da governamentalidade e da biopolítica como apropriação teórica da maquinaria de um poder que incita modos do sujeito conduzir a si e aos outros; discutir a constituição do cenário político econômico no Brasil que serviu de transição para a história do presente sobre os modos de gerir o risco social na população; problematizar o currículo de implicação produzido para o professor e as indicações de capacitações em indicadores gerais de saúde na escola; analisar, nos documentos selecionados, como são tecidos os discursos de implicação do professor na gestão do risco pela promoção de uma saúde social na escola. Além do filósofo Michel Foucault, esta discussão se ancora no pensamento de diversos autores, entre os quais, Castel, Le Goff, Veyne, Oliveira, Gomes, Lapassade, Silva, Corazza. Utilizando a metodologia histórico-genealógico foucautiana, esta constitui-se uma pesquisa bibliográfica e documental que discute, em quatro capítulos, o perigo do controle do discurso sobre o professor em estratégias de saúde na escola. Uma dinâmica, na qual encomendas sobre o risco social na escola são produzidas constantemente e sobre a prática docente é creditado outros saberes como atualização de práticas. Ao final da pesquisa, afirma-se que a trama dos discursos que implicam o professor em estratégias de promoção da saúde operam em nome de uma saúde social; que propostas de capacitação/instrução ao professor em documentos de indicadores de saúde na escola, operam por dispositivos biopolíticos que incitam criatividade, protagonismo e flexibilidade na prática docente como forma de melhor governar o risco social na população economicamente pobre.