Ações educativas na estimulação precoce: análise do desempenho das mães no cuidado diário com os filhos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Holanda, Isabel Cristina Luck Coelho de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/69702
Resumo: O estudo aborda a importância da inserção da família como colaboradora do tratamento e facilitadora do desenvolvimento neuropsicomotor das crianças assistidas na estimulação precoce, usando a rotina das atividades cotidianas como promotoras de cuidados diários dos filhos. Teve o objetivo de identificar, junto às mães, fatores que interferem no cuidado das crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; analisar ações educativas que podem contribuir para um melhor acompanhamento e cuidado das mães junto às crianças. Foram sujeitos deste estudo, oito mães com filhos portadores de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor em tratamento na estimulação precoce do Núcleo de Atenção Médica Integrada ? NAMI, Posto de Saúde vinculado à Universidade de Fortaleza e Unidade de Referência na Rede de Saúde de Fortaleza e do Estado do Ceará. A coleta de dados procedeu-se com entrevistas semi-estruturadas, observações diárias, diário de campo, gravações e filmagens no decorrer de doze ações educativas, realizadas semanalmente. A organização dos dados respaldou-se na análise de conteúdo e selecionou-se dados quanto ao perfil das participantes, a relação maternal com os filhos, o ambiente familiar interferindo no desenvolvimento da criança. A análise fundamentou-se nos princípios da teoria do apego, na educação libertadora e nas atividades da vida diária. Os resultados demonstram que as mães tinham entre 16 e 35 anos, baixo nível socioeconômico, com escolaridade variando entre ensino fundamental e médio, nenhuma estava trabalhando, quatro moravam com a sogra ou pais, duas estavam com maridos desempregados. Inicialmente, quatro se encontravam em processo de estabelecimento de vínculo com os filhos, e o ambiente familiar para três delas era intranqüilo. Quanto às ações educativas desenvolvidas, destas sete participaram ativamente, potencializando o processo terapêutico dos filhos, a competência como cuidadoras, e ensejando mudanças de atitudes e comportamentos, passando a ser multiplicadoras do que foi apreendido. Uma mãe não pode estar presente nas duas últimas semanas por motivos pessoais, caracterizando-se como perda. Foi ressaltada a importância de se considerar os fatores ambientais (familiar, social, econômico, cultural e físico) e de sua relação com as atividades da vida diária como desencadeantes de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças.