Efeitos da Sinvastatina e do treinamento físico aeróbico sobre o remodelamento cardíaco em cães com cardiopatia chagásica experimental.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Silva, Lilian Melo Pereira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Universidade Federal de Ouro Preto.
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2952
Resumo: A fisiopatologia do remodelamento cardíaco na cardiomiopatia chagásica (CC) está baseada na presença do Trypanosoma cruzi e de seus antígenos no tecido cardíaco e na complexa resposta inflamatória capaz de induzir fibrose miocárdica, além de alterações na geometria e função cardíacas. Estratégias para amenizar a inflamação e desacelerar o remodelamento cardíaco na CC tornam-se importantes focos de investigacao. No presente trabalho, avaliou-se o papel da Sinvastatina e do treinamento físico aeróbico (TFA) sobre a resposta inflamatória e a função cardíaca empregando-se o modelo canino por sua similiaridade clínica/fisiopatológica com o desenvolvimento da CC em humanos. Cães sem raça definida, de ambos os sexos (4 meses de idade), foram infectados com a cepa Y do T. cruzi e submetidos, previamente, ao teste de esforço padronizado em esteira elétrica utilizando o limiar de lactato sanguíneo como a condição para definir a freqüência cardíaca do TFA. Os cães (20) foram treinados e/ou tratados com 20 mg de Sinvastatina (Sanval), diariamente, durante 3 meses (fase aguda) e 6 meses (fase crônica). Os animais foram submetidos a avaliações ecodopplercardiográficas e imunopatológicas. Nossos resultados mostraram que o TFA aumentou as concentrações plasmáticas de TNF-alfa e IFN-gama nas fases aguda e crônica da infecção, enquanto a Sinvastatina foi capaz de normalizar os níveis plasmáticos dessas citocinas durante ambas as fases da doença. O TFA também reduziu a concentração de Il-10 na fase crônica da doença, resultado não observado para o grupo tratado com Sinvastatina. Além disso, a Sinvastatina reduziu a fibrose no tecido cardíaco dos cães sedentários e treinados, amenizando o remodelamento cardíaco induzido pela inflamação e melhorando significativamente os parâmetros de função ventricular (delta D, índice cardíaco, fração de ejeção e diâmetro sistólico/diastólico do ventrículo esquerdo). As estatinas mostraram-se capazes de modular a resposta inflamatória e propiciar benefícios funcionais cardíacos, revertendo o processo de aceleração do remodelamento cardíaco durante a CC, principalmente em associação com o TFA. Nossos resultados sugerem que as estatinas (Sinvastatina) devem ser melhor investigadas como provável terapia profilática e/ou complementar contra o remodelamento cardíaco na CC.