Por uma teoria instável: pensamento e não-pensamento em arquitetura e o caso de Bernard Tschumi
Ano de defesa: | 2007 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/RAAO-72UG94 |
Resumo: | A proposta de investigação do pensamento arquitetural como pensamento, que é instável, transformável, modificável, implica um deslocamento em que o referencial teórico se torna objeto de pesquisa e pode indicar pré-supostos implícitos nas abordagens e a possibilidade de múltiplas aproximações acadêmicas da realidade, contribuindo para a concepção de conhecimento como exercício constante do pensamento crítico. O objetivo é estabelecer uma possibilidade de instabilização da teoria da arquitetura, através do seu deslocamento, de um elemento isolado e absoluto em seu sentido concreto e simbólico para um elemento que é definido nas suas relações com o todo do sistema social. Propõe-se investigar a ocorrência de conceitos sedimentados na Teoria Contemporânea da Arquitetura, a partir da análise crítica de Architecture and Disjunction, de Bernard Tschumi. Essa proposta, associada à noção de sistema social como ordem inabarcável em sua totalidade, não se coloca como tentativa de ou caminho para a construção de um conhecimento coerente e/ou verdadeiro. Ela sugere o conceito de teoria instável, que aceita a inevitabilidade da adoção de pré-supostos, mas também os coloca como referências temporárias passíveis de questionamento. A indicação da falibilidade e de incoerências nos textos teóricos tem por objetivo afirmar a pertinência de não se tomar esses textos como dados, verdadeiros a priori as incongruências do pensamento acadêmico são vistas como inerentes, e é precisamente isso que reforça a concepção de conhecimento como associado a pensamento e movimento, que remete a autoconhecimento e autoquestionamento constante. |