Aspectos morfológicos do prepúcio de crianças portadoras de hipospádia com e sem o uso de creme de testosterona a 1%

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Bastos, Andre Netto lattes
Orientador(a): Bastos Netto, José Murillo lattes
Banca de defesa: Macedo Júnior, Antônio lattes, Tucci Júnior, Sílvio lattes, Oliveira, Lúcio Henrique de lattes, Figueiredo, André Avarese de lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Saúde Brasileira
Departamento: Faculdade de Medicina
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/3903
Resumo: O objetivo do presente estudo é analisar e comparar os diferentes aspectos histológicos do prepúcio de crianças com hipospádia, com e sem aplicação prévia de testosterona, comparando com o de crianças postectomizados. O prepúcio de nove crianças postectomizadas (G1), 13 crianças com hipospádia sem uso de testosterona (G2) e 13 com hipospádia que fizeram aplicação tópica de propionato de testosterona a 1% por 30 dias (G3) foram incluídas no estudo. Avaliação histológica dos prepúcios para fibras colágenas foi feita com picrosírius, usado para avaliar densidade dessas fibras. Com o Tricrômio de Masson foi avaliada a homogeneidade das fibras colágenas e sua quantificação através do sistema de arcos ciclóides sobreposto a um sistema de vídeomicroscopia, onde obtive-se a densidade de superfície. Resorcina-fucsina de Weigert foi usada para avaliar a densidade e homogeneidade das fibras elásticas. Com o receptor de andrógeno avaliou-se o número e intensidade das células coradas. Fator de Von Willebrand foi usado para avaliar o número e densidade de volume dos vasos sanguíneos. O picrosírius, não mostrou diferenças entre os grupos estudados (p= 0,905). Com o Tricrômio de Masson, observamos que os pacientes tratados com testosterona (G3) apresentaram uma menor homogeneidade (p= 0,001) e menor densidade de superfície de fibras colágenas (0,3 ± 0,1 fibras colágenas) que aqueles não tratados (0,4 ± 0,1 fibras colágenas) (p< 0,001). As crianças postectomizadas apresentaram um padrão de distribuição de fibras elásticas mais denso (p= 0,003) e menos homogêneo (p= 0,008) que os demais grupos. A marcação para receptor de andrógeno foi maior nas crianças do G1 quando comparadas ao G3 (p=0,011). O prepúcios tratados com testosterona (G3) apresentaram aumento do valor numérico absoluto de vasos (8,5 ± 1,3 vasos/campo) (p< 0,001) e aumento da densidade de volume destes vasos (50,5% ± 7,8 vasos/ponto) quando comparados com o grupo não tratado (G2) (24,8% ± 8,6 vasos/ponto) (p< 0,001). O uso tópico de propionato de testosterona a 1% foi capaz de provocar neovascularização, em número absoluto e densidade de volume, e reduzir o tecido fibroso. Crianças tratadas apresentaram padrão de distribuição de fibras colágenas menos homogêneo próxima aos vasos o que sugere menor maturidade destas fibras com menos deposição de colágeno.