Endoscopia digestiva alta em crianças e adolescentes: correlação entre as indicações do exame e o diagnóstico etiológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Schmidt, Lucélia Paula Cabral lattes
Orientador(a): Chebli, Júlio Maria Fonseca lattes
Banca de defesa: Pinto, Patrícia Cristina Gomes lattes, Bertges, Luiz Carlos lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Saúde Brasileira
Departamento: Faculdade de Medicina
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6479
Resumo: Introdução e objetivos: As indicações e utilidades da endoscopia digestiva alta (EDA) vêm se expandindo no escopo da gastroenterologia pediátrica, permitindo uma melhor abordagem das doenças gastrointestinais. Neste estudo, foram avaliadas as principais indicações da EDA com seus correlatos diagnósticos em crianças e adolescentes que se submeteram ao exame em um serviço de endoscopia especializado. Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo em que foram coletados dados dos prontuários de crianças e adolescentes, entre 0 a 13 anos de 2007 a 2012 e de 0 a 17 anos de 2012 a 2014, que haviam se submetido à EDA. Resultados: O total de 426 prontuários foi inicialmente identificado como preenchendo os critérios de inclusão no estudo; destes, 16 foram mais tarde excluídos da análise e, portanto, 410 prontuários foram analisados no estudo. A idade variou de 1 mês a 17 anos com mediana de 8,8 anos, sendo 52,4% dos pacientes do sexo feminino. Epigastralgia e vômitos foram as principais indicações (52,4%) para realização da EDA. Do total de exames endoscópicos, quase metade (49%) não mostrou qualquer alteração. Esofagite de refluxo foi o diagnóstico mais observado (43,5%), seguida por nodosidade antral, estenose de esôfago, gastrite enantematosa e varizes de esôfago. Conclusões: Apesar da utilização da EDA em crianças ter aumentado substancialmente nas últimas décadas, não há, a rigor, um consenso baseado nos sintomas que ampare o médico em sua indicação desse procedimento. Isso se tornou visível com o alto percentual de exames normais observado neste estudo.