Biologia reprodutiva de Aechmea bruggeri Leme (Bromeliaceae): uma espécie endêmica da Floresta Atlântica ameaçada de extinção

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Dias, Letícia do Carmo Dutra lattes
Orientador(a): Faria, Ana Paula Gelli de lattes
Banca de defesa: Wendt, Tânia lattes, Campos, Berenice Chiavegatto lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ecologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/710
Resumo: Bromeliaceae compreende aproximadamente 3.172 espécies e é a quarta família de angiospermas com maior riqueza no domínio da Floresta Atlântica. Seus representantes desempenham um relevante papel ecológico, atuando em importantes processos biológicos nos ecossistemas onde ocorrem, tais como os relacionados à polinização e dispersão de sementes. Apesar da elevada importância ecológica, ainda existe pouco conhecimento sobre muitos aspectos da biologia reprodutiva da maioria das espécies de bromélias. Aechmea bruggeri é endêmica da Floresta Atlântica e foi enquadrada na categoria “Criticamente em Perigo” na última revisão da “Lista de Espécies Ameaçadas do Estado de Minas Gerais”. Os objetivos deste trabalho foram investigar aspectos da biologia reprodutiva de A. bruggeri, visando contribuir para o conhecimento da evolução de diferentes mecanismos na reprodução da família Bromeliaceae e para o desenvolvimento de estratégias de conservação e manejo das populações de A. bruggeri e de outras espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. A espécie é autoincompatível e alógama, dependente de polinizadores para formação de frutos e sementes, e na área de estudo, apresenta alta taxa de frutificação sob condições naturais. Aechmea bruggeri é polinizada efetivamente por beija-flores da espécie Thalurania glaucopis. Este trabalho demonstrou que, localmente, as populações da espécie analisada são férteis e viáveis, apesar de estarem sujeitas a ação de predação de suas sementes por larvas de coleópteros.