Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Cunha, Eliete Aparecida de Paula
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Orientador(a): |
Oliveira, Maria de Lourdes Abreu de
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Banca de defesa: |
Schmitt, Maria Aparecida Nogueira
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Mendes, Marco Aurélio de Sousa
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF)
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Programa de Pós-Graduação: |
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Departamento: |
-
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/6562
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Resumo: |
A presente pesquisa investiga as origens da literatura infantil e as transformações ocorridas ao longo de sua história, buscando demonstrar a ruptura no conto de fadas moderno, a partir do desvelamento das relações entre a inovação observada em A fada que tinha ideias (1971), de Fernanda Lopes de Almeida, e o contexto histórico-social em que se inclui essa narrativa. Com base nos pressupostos da estética da recepção e, em especial, da teoria do efeito formulada por Wolfgang Iser, efetiva-se uma leitura da obra, na qual este trabalho se concentra, com vistas a problematizar a relação entre o real, o fictício e o imaginário na construção do mundo das fadas. Direcionando seus estudos para a análise dos efeitos do texto literário no ato individual da leitura, Iser concebe o leitor como um sujeito capaz de revelar a esteticidade da obra, de interagir com o texto atribuindo-lhe sentido particular. Sob tal perspectiva, a relação do real com o fictício e o imaginário apresenta-se como uma propriedade basilar do texto ficcional, sendo o imaginário caracterizado pelas situações da vida prática (re)criadas pelo leitor em diálogo com o horizonte trazido pela ficção. Por fim, ao se estabelecer uma comparação entre a personagem Emília, de Monteiro Lobato, e Clara Luz, personagem de Fernanda Lopes de Almeida, consideradas fadas modernas, tornam-se manifestas as modificações havidas no conceito tradicional de conto de fadas, e os efeitos dessa mudança no leitor infantil contemporâneo. |