Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Macedo, Juliana Furtado
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Orientador(a): |
Ribeiro, Rosangela Almeida
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Banca de defesa: |
Otenio, Marcelo Henrique
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Paula, Marcos Vinícius Queiroz de
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Clínica Odontológica
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Departamento: |
Faculdade de Odontologia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/2559
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Resumo: |
Este estudo avaliou a associação entre doença periodontal materna e nascimento prematuro em um grupo de mulheres brasileiras. Um estudo caso-controle foi conduzido com mulheres no pós-parto, com idades entre 18-40 anos. Foram incluídas mães cujos partos ocorreram no setor de obstetrícia de um hospital de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil, entre janeiro e junho de 2010. Foram coletados dados demográficos e socioeconômicos, informações sobre a história da gestação atual e/ou anterior(es). Avaliação periodontal foi realizada até 48 horas após o parto. A doença periodontal foi avaliada segundo duas definições: definição 1 – presença de quatro ou mais dentes, com pelo menos um sítio com profundidade de sondagem (PS)≥4 mm e perda de inserção periodontal (PIP)≥3 mm; definição 2 – presença de pelo menos um dente com pelo menos um sítio com PS e PIP≥4 mm. Análise de regressão logística multivariada foi realizada para cada uma destas definições. Calculou-se a razão de chance (OR) com um intervalo de confiança (IC) de 95%. As 296 puérperas que preencheram os critérios de inclusão foram divididas em dois grupos: 74 mães de recém-nascidos prematuros (grupo caso) e 222 mães de recémnascidos prematuros (grupo controle). Não houve diferença significativa nos dados demográficos, exceto para o município de origem, nem nos dados obstétricos. Aumento do apetite e número de escovações diárias associaram-se significativamente à prematuridade, independentemente da definição de doença periodontal adotada. A definição 1 da doença periodontal não se associou ao menor número de semanas de gestação (OR=1,62; IC95%: 0,80-3,29; p=0,178). Encontrouse associação significativa entre a definição 2 e nascimento prematuro (OR=1,98; IC95%: 1,14-3,43; p=0,015), resultado que sugere que a doença periodontal pode ser um fator associado para prematuridade e aponta para a necessidade de exame regular da condição periodontal durante a gestação. |