Análises funcionais in silico de genes diferencialmente expressos em resposta a infecção por Streptococcus agalactiae em úberes extracorpóreos bovinos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Pereira, Hyago Passe lattes
Orientador(a): Martins, Marta Fonseca lattes
Banca de defesa: Weller, Mayara Morena Del Cambre Amaral lattes, Gameiro, Jacy lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/9223
Resumo: A mastite é uma resposta inflamatória da glândula mamária caracterizada por um influxo de células somáticas, compostas principalmente por neutrófilos, macrófagos e linfócitos, em resposta à infecção por patógenos. A velocidade e a eficácia da resposta imune do hospedeiro a patógenos afetam o estabelecimento, a persistência e a gravidade da infecção. Dentre os patógenos causadores da mastite, o Streptococcus agalactiae é um dos principais e em bovinos, a única doença associada à infecção por Streptococcus agalactiae é a mastite. Sabe-se que vias biológicas relacionadas ao desenvolvimento e ocorrência da mastite e a resposta imunológica do hospedeiro, estão concentradas na glândula mamária. Neste sentido, estudos de expressão gênica têm sido empregados para melhor compreensão de suas bases genéticas e desenvolvimento de estratégias de melhoramento genético. Em trabalhos anteriores, foi identificado um grupo de genes diferencialmente expressos em resposta a infecção por Streptococcus agalactiae em úberes extracorpóreos bovinos utilizando a técnica de RNA-Seq. No presente estudo, foram investigados quais fatores de transcrição e miRNAs estão mais relacionados com os genes diferencialmente expressos no tecido mamário, contribuindo para o entendimento dos mecanismos moleculares relacionados ao desenvolvimento da mastite. Foram estabelecidas redes gênicas relacionadas à resposta inflamatória em úberes extracorpóreos bovinos mestiços infectados por Streptococcus agalactiae. Genes (TRL2, CD14, CXCL8 e CCL5) que fazem parte de importantes processos biológicos para a resposta inflamatória, como resposta celular ao lipopeptídeo bacteriano triacilado, resposta celular a lipoproteína bacteriana, resposta celular a moléculas de origem bacteriana, vias de sinalização TLR4 e reposta celular por IL1 foram identificados. Além disso, a análise de rede gene-FT permitiu destacar genes (LOC515333, SAA3, CD14, NFKBIA, APOC2 e LOC100335608) e fatores de transcrição (STAT3, PPARG, EGR1 e NFKB1) também com papéis biológicos relacionados à resposta imune. Foi possível também, destacar quais eram os genes que podem ser regulados pós-transcricionalmente por miRNAs, por meio da análise da rede gene-miRNA, como evidenciado pela relação entre o gene CCL5 e o miRNA bta-miR-363. A partir destas análises funcionais, foi possível identificar genes e elementos regulatórios da expressão gênica (FT e miRNA) com evidente relação nos processos inflamatórios de glândulas mamarias infectadas por Streptococcus agalactiae e assim, possíveis genes candidatos para resistência a mastite em bovinos foram apresentados.