O problema da unidade da psicologia: uma análise crítica da produção nacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Silva, Lucas Carneiro de Lima e lattes
Orientador(a): Castañon, Gustavo Arja lattes
Banca de defesa: Kruger, Helmuth Ricardo lattes, Simanke, Richard Theisen lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Psicologia
Departamento: ICH – Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1612
Resumo: Esta dissertação aborda o problema endêmico de unidade que a psicologia atravessa desde seu nascimento como ciência moderna até os dias atuais. Esse problema pode ser caracterizado pela falta de consenso em relação aos pressupostos ontológicos, epistemológicos e metodológicos adotados pelas diferentes abordagens psicológicas e a crescente fragmentação do campo em diversas teorias e práticas totalmente distintas. Dentro dessa temática mais ampla, tem-se como objeto específico a descrição e análise crítica de como essa problemática vem sendo tratada por teóricos na psicologia brasileira. Pretender-se-á aqui mapear o debate e descrever os aspectos básicos que caracterizarão a discussão sobre o problema da unidade da psicologia na literatura nacional para que, posteriormente, possa-se avaliá-los e discuti-los. Por fim, concluiu-se que a produção nacional apresenta três características principais: presença hegemônica do que chamamos de Teóricos da Dispersão (conjunto de teóricos que avaliam a dispersão do campo psicológico como irremediável e sua unificação impossível e adotam uma estratégia cética ou valoração positiva); a falta de sistematicidade na discussão do tema e o pouco desenvolvimento institucional. Com relação às teses e aos argumentos utilizados por estes teóricos para sustentar seus posicionamentos, concluímos que estes são, na sua maioria, filosoficamente inconsistentes e não oferecem obstáculos significativos ao trabalho teórico necessário para uma possível unificação da psicologia.