Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Silva, Alessandra Morais
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Orientador(a): |
Yamazaki, Regiani Magalhães de Oliveira
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Banca de defesa: |
Kato, Danilo Seithi
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Martins, Daniel Valério
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação e Territorialidade
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Departamento: |
Faculdade Intercultural Indígena
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4893
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Resumo: |
O objetivo desta pesquisa é identificar o nível de consciência (crítica ou ingênua) de famílias que residem no Assentamento 17 de abril, sobre os processos de produção de saúde e doença, tendo em vista o uso de agrotóxicos, remédios, medicamentos e outros aspectos que podem surgir. Essa pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2021, no Assentamento 17 de Abril, município de Nova Andradina, Estado de Mato Grosso do Sul. A forma de uso do instrumento de coleta de dados foi construída mediante convivência e as práticas observadas pela pesquisadora no campo de pesquisa, na qual também é residente. As pesquisas de cunho autoetnográfico tem apresentado grande importância na área das Ciências Sociais, surgindo enquanto um campo no qual se destaca o entendimento que os atores sociais possuem em relação à realidade que os cerca. A escolha das famílias foi por proximidade geográfica, convivência e por terem uma vivência mais assídua no processo de luta. Para a realização da pesquisa foi desenvolvido um questionário com 24 perguntas para orientar as entrevistas. Os resultados da pesquisa apontam que as famílias assentadas apresentam uma consciência crítica quanto aos processos de saúde e doença. Existe uma compreensão crítica transitiva quanto ao conceito de agrotóxico. Com relação ao conceito de remédio e medicamento identificamos um nível de consciência ingênua. Diante dos dados apontamos a necessidade de desvelar criticamente esses conceitos envolvendo remédio e medicamentos, agrotóxicos, inseticidas e defensivos agrícolas com assentados, Para poder promover projetos políticos envolvendo a produção de alimento, a saúde no campo e a educação escolar no e do campo. Concluímos que o processo de saúde está relacionado com a conquista da terra. Também observamos que o MST, no processo de luta pela terra, organiza os projetos políticos, econômicos e sociais visando a participação e benefício do coletivo. E por último, apontamos que a escola no e do campo é um braço forte do MST, assim, os conteúdos a serem trabalhados na escola precisam dialogar com as contradições sociais presentes no assentamento para formação de seres humanos, ou seja, para formação de sujeitos mais críticos. |