Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Almeida, Alini de
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Orientador(a): |
Linzmeier, Adelita Maria
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Banca de defesa: |
Mussury, Rosilda Mara
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Leite, Daiani Canabarro
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Entomologia e Conservação da Biodiversidade
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Departamento: |
Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/5179
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Resumo: |
A traça-das-crucíferas – Plutella xylostella (Linnaeus, 1758) (Lepidoptera, Plutellidae), é um microlepidóptero de distribuição cosmopolita, considerada uma das pragas mais importantes dos cultivares de brassicáceas em todo o mundo, como couve, brócolis, couve-flor, repolho, entre outras. Os danos são causados pela fase larval do inseto, que ao consumir as folhas das plantas hospedeiras diminuem a qualidade do produto, desvalorizando ou inviabilizando sua venda. O potencial danoso dessa espécie se deve a um ciclo de vida curto aliado a uma alta taxa reprodutiva, o que possibilita a ocorrência de várias gerações ao longo do ano. Para o Brasil as perdas causadas por esta espécie chegam a um bilhão de dólares por ano. Apesar da existência de métodos de controle naturais como produtos feitos à base de extratos vegetais, agentes de controle biológico como fungos e bactérias entomopatogênicos, a utilização de agrotóxicos sintéticos ainda é o principal mecanismo empregado no controle da traça-dascrucíferas, uma vez que esses produtos apresentam alta eficiência em um curto período. Entretanto, um número crescente de estudos vem demonstrando que quando utilizados de maneira errônea esses compostos causam inúmeros malefícios a saúde e ao meio ambiente além de promoverem a resistência de populações à tais produtos. Nesse sentido, o uso de novas tecnologias aliadas ao uso de produtos naturais como farinha de algas e os biopolímeros tornam-se uma prática cada vez mais necessária. Nesse cenário a nanotecnologia surge como uma ferramenta promissora para a formulação de novos inseticidas naturais menos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana, que atuem no controle de pragas e doenças que competem com os cultivares. Diante do exposto e aliado a necessidade de pesquisas relacionadas a novas tecnologias para o controle de pragas, principalmente aquelas que sejam menos prejudiciais ao meio ambiente e a saúde humana, o presente trabalho teve como objetivo principal desenvolver um inseticida natural nanotecnológico a base de Lithothamnion calcareum, uma alga vermelha pertencente à família Corallinaceae (Florideophyceae: Corallinales) associado a guar-guar, um biopolímero natural, com o intuito de combater ou controlar indivíduos de Plutella xylostella. Inicialmente foi realizada a interação da solução de farinha de algas com a solução do biopolímero miniaturizado no tempo de 3 minutos a uma amplitude de 100%, formando a solução utilizada nos experimentos, denominada solução alga-biopolímero. Esta solução foi submetida a análise de Espectroscopia de Espalhamento de Luz Dinâmico (DLS) que indicou uma diminuição do tamanho de partícula e UV-vis que demonstrou o surgimento de um novo composto após a interação entre os produtos. A solução alga-biopolímero e seus respectivos controles (solução de ácido acético, solução de farinha de algas, solução de biopolímero e água destilada) em diferentes concentrações (5,0%, 2,5% e 1,25%) foram submetidos a testes de viabilidade inseticida por contato e ingestão em larvas de segundo instar de P. xylostella. Para cada tratamento foram utilizadas três placas de Pétri contendo 10 larvas cada, feitos em triplicata. No teste de contato, as larvas foram borrifadas com as soluções acima mencionadas e avaliadas a cada hora. Observou-se que após 13 horas da exposição das larvas à solução algabiopolímero, 100% dos indivíduos estavam mortos, com as soluções apresentando diferença estatística significativa em relação aos controles. No teste de ingestão as larvas foram alimentadas com folhas de couve tratadas com as soluções acima mencionadas. Observou-se alteração nos aspectos biológicos como diminuição da biomassa pupal e no número de ovos depositados. Para ambos os experimentos, as soluções nas concentrações de 2,5% e 1,25% mostraram-se eficientes no controle de P. xylostella, indicando que a solução algabiopolímero pode ser empregada como uma nova estratégia de controle e minimização dos danos causados por P. xylostella a suas plantas hospedeiras. Dessa forma, este é um produto menos prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente quando comparado aos métodos tradicionais de controle além de apresentar baixo custo de produção, fácil aplicação e manuseio quando comparado aos métodos tradicionais de controle. |