Leitura como fractal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Aires, Luciano Luiz
Orientador(a): Prigol, Valdir
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Fronteira Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos
Departamento: Campus Chapecó
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3247
Resumo: Este trabalho propõe entender o funcionamento da metáfora fractal enunciada por Susana Scramim no ensaio de crítica literária “Os fractais do modernismo”, publicado no livro Literatura do presente: história e anacronismo dos textos (2007). A metáfora aparece como forma de apresentar a obra poética de Carlito Azevedo. Ao longo do ensaio, ganha força e nos permite dialogar com Michel Pêcheux (2009), quando afirma que a metáfora é a apresentação de objetos (obras) para sujeitos (leitores) e se constitui através de um processo sócio-histórico. Este modo de ler textos literários aponta para uma teoria e revela uma história da leitura, uma rede de memória (que possibilita enunciar a metáfora fractal) e uma discursividade da metáfora, posicionando a autora em relação às outras teorias de leitura. A fim de perceber como esta teoria se diferencia de outros modos de compreender a leitura, retomamos alguns teóricos, tais como: Wolfgang Iser (O ato da leitura: uma teoria do efeito estético, 1996); Umberto Eco (Obra aberta, 2015); Roland Barthes ("Escrever a leitura", "A morte do autor", 2012); Ricardo Piglia (O último leitor, 2006); e Daniel Link (“Como se lê", 2002). Interpelados pela metáfora fractal, cujo surgimento indica uma memória e uma discursividade, esta articulação teórica nos permite afirmar que a leitura de literatura surge como fractal. À medida que se lê, ocorre a ampliação e o desdobramento do texto literário.