Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Raposo, Bruna Ferraz |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/37372
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Resumo: |
A Crise de 2007/8, desencadeada no mercado imobiliário dos Estados Unidos, evidenciou dois elementos que vinham ganhando corpo desde as décadas anteriores: o crescimento do crédito e do acesso de pessoas físicas a produtos e serviços financeiros, junto à complexificação do sistema financeiro internacional. O termo financeirização passou, então, a designar a exacerbação do desenvolvimento da esfera financeira na valorização do capital. O que se reflete também num amplo processo de inclusão financeira – abrangendo tanto as políticas públicas quanto um movimento mais geral de relacionamento financeiro – que permeia o cotidiano das famílias e indivíduos e assume um papel crescente na atualidade. O objetivo da nossa pesquisa foi, nesse sentido, o de investigar o papel da inclusão financeira no movimento de acumulação de capital contemporânea, que se caracteriza pelo espraiamento da lógica do capital fictício para toda a economia. Partimos do caso brasileiro dentro do contexto global de financeirização, que representa um mercado de grandes proporções e potencialidades para a expansão financeira, para demonstrar a interação entre o desenvolvimento do capital e o desenvolvimento do sistema financeiro. E com isso, irmos além do crédito e da rentabilidade auferida através do pagamento sistemático de taxas, juros, tarifas e comissões, e apontar para a importância crescente da centralização de dinheiro temporariamente ocioso, em qualquer magnitude, de todas as classes sociais, e como isso opera concretamente em novas formas sociais. De modo que a configuração atual do capitalismo contemporâneo não resolve sua contradição, mas a amplia e a desenvolve em uma nova forma. Então, ao mesmo tempo que a busca pelas funcionalidades do capital fictício põe em ação suas disfuncionalidades, a inclusão financeira repõe a contradição ao nível do indivíduo. |