O paradoxo da obesidade no prognóstico da insuficiência cardíaca: uma revisão sistemática
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Niterói
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/8643 http://dx.doi.org/10.22409/PPGCM.2018.m.14200005786 |
Resumo: | Apesar da obesidade ser um importante fator de risco para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), estudos vêm demonstrando que o prognóstico desta síndrome é mais favorável nos indivíduos classificados como obesos. A relação entre a obesidade e um melhor prognóstico na IC é descrita como paradoxo da obesidade. O objetivo deste trabalho é rever, de forma sistemática, os artigos sobre paradoxo da obesidade na IC, buscando identificar elementos que permitam o avanço na discussão deste tema. A estratégia de busca foi realizada na base de dados Medline considerando publicações disponíveis até janeiro de 2018, sendo incluídos estudos primários observacionais de coorte que contivessem como desfecho primário e/ou secundário: sobrevida, internação, morte por todas as causas ou morte por doenças cardiovasculares com pacientes de ambos os sexos, adultos, com diagnóstico prévio de IC. Para tanto, foram considerados estudos com participantes obesos, definidos através do índice de massa corporal. Ademais, como forma de avaliação da qualidade metodológica dos estudos elegíveis para esta revisão, foi utilizada a ferramenta NewCastle-Ottawa Quality Assessment Scale Cohort Studies. Foram retidos trinta e um estudos para leitura na íntegra e posterior avaliação da qualidade metodológica e extração de dados. Como resultado, muitos estudos justificam o paradoxo da obesidade como reflexo de possíveis vantagens clínicas encontradas em pacientes obesos com IC, dentre elas, a menor idade, melhor função renal, maior fração de ejeção e melhor classe funcional. Os estudos também parecem confirmar a vantagem clínica dos obesos, mesmo nos estudos que incluíram somente pacientes mais graves ou terminais, porém, outros determinantes podem estar por trás de tais achados, como o viés de sobrevivência, viés de tempo de diagnóstico, a variável colisora e a epidemiologia reversa. Desta forma, propõe-se a realização de estudos epidemiológicos com maior rigor metodológico que possibilitem minimizar o efeito de tais vieses, além do melhor controle das variáveis de confundimento possibilitando assim, um melhor julgamento sobre a existência do paradoxo da obesidade na insuficiência cardíaca |