Pra agora e pro futuro: desafios da escolarização e projetos de jovens do Ensino Médio com percursos acadêmicos acidentados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Oliveira, Viviane Netto Medeiros de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/16227
Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo investigar que fatores intervém nas expectativas de futuro, projetos de vida e percursos escolares de jovens do Ensino Médio com trajetórias acadêmicas acidentadas. A investigação insere-se no âmbito das discussões que problematizam os sentidos do Ensino Médio na vida do jovem usando como chave analítica as demandas expressas nas perspectivas de futuro dos mesmos. O estudo utiliza dados quantitativos gerados a partir de um survey realizado em 2013, pela Pesquisa Jovens Fora de Série: Trajetórias truncadas de estudantes do Ensino Médio no Estado do Rio de Janeiro, desenvolvida pelo Observatório Jovem (UFF/FAPERJ/CNPq). O banco de dados da referida pesquisa, é composto por 593 jovens estudantes da modalidade EJA e do Programa Autonomia de 14 escolas estaduais da cidade do Rio de Janeiro. Utilizamos também dados qualitativos relativos a entrevistas biográficas realizadas com 19 jovens selecionados, ocorridas entre os anos de 2014 e 2015. O estudo evidenciou inúmeras provas existenciais que se colocam no caminho da escolarização desses jovens e que também acabam por interferir em suas projeções de futuro. Embora cada narrativa se constitua de situações biográficas determinadas, portanto únicas, reflete obstáculos coletivos, ligados à posição social, raça e gênero. Enquanto desafios de sobrevivência, relativos à condição econômica partilhada aproxima o conjunto das experiências, desigualdades de gênero, raça e local de habitação criam especificidades que parecem acrescentar ainda mais desafios nas trajetórias de mulheres, negros e moradores de comunidades e subúrbios