Padrões alimentares e escore de sintomas de ansiedade em universitários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Assis, Bruno dos Santos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/11186
Resumo: Introdução: A ansiedade pode ser definida como sentimentos de preocupação excessiva, inquietação, cansaço, problemas de concentração e dificuldade em dormir e pode levar a complicações como aumento do risco de doença cardiovascular, aumento do peso na idade adulta, comprometimento cognitivo e distúrbio do sono. Adicionalmente, a ansiedade pode transformar a alimentação em um “refúgio” em situações de estresse físico e mental. Com o ingresso no ensino superior, estudantes costumam ter seus hábitos de vida alterados devido a cobrança por resultados e produção, carga horária elevada de estudos, redução no tempo e qualidade do sono, mudança da rotina e sedentarismo. Essas alterações contribuem para que também haja alterações no padrão alimentar e saúde mental desse grupo populacional. Entretanto, existem poucos estudos que avaliam os padrões alimentares de estudantes universitários e, dos estudos identificados, nenhum considerou aspectos referente à saúde mental dos mesmos. Objetivo: Identificar os padrões alimentares de estudantes universitários de uma universidade federal no estado do Rio de Janeiro e sua potencial alteração em função do nível de ansiedade estado dos mesmos. Metodologia: Análise seccional de amostra de adolescentes e adultos acompanhados pelo Estudo de Nutrição e Saúde em Universitários - NUTSAU. Os participantes foram alunos regularmente matriculados no segundo período acadêmico dos 7 cursos de graduação (Biologia, Enfermagem, Engenharia, Farmácia, Nutrição, Medicina e Química) da Universidade Federal do Rio de Janeiro Campus Macaé em 2015.2. Ao final da coleta de dados do estudo foram avaliados 147 universitários. Para avaliação da ansiedade foi utilizada a escala estado do Inventário de Ansiedade Traço e Estado (IDATE). As informações sobre o consumo alimentar dos estudantes foram obtidas a partir da aplicação de questionário de consumo alimentar semi-quantitativo (QFCA) validado, com 70 alimentos/preparações. A derivação dos padrões alimentares foi realizada para a amostra total e adicionalmente estratificada em dois grupos (considerando como ponto de corte a mediana do escore para ansiedade estado) por meio da análise de componentes principais (ACP). O processamento e a análise estatística foram realizados por meio do software SPSS versão 21. Resultados: Os universitários apresentaram a mediana de ansiedade-estado de 43 pontos, sendo nas mulheres esse valor superior aos homens (45 x 41 pontos, respectivamente,) havendo diferença significativa, p-valor = 0,003. Em relação ao consumo alimentar, foram identificados três padrões de consumo, que juntos explicaram aproximadamente 46,1% da variância do consumo alimentar da amostra total. Os padrões foram nomeados “Ocidental”, “Saudável” e “Arroz e Feijão”, de acordo com as características dos alimentos que compuseram cada um deles. Padrões alimentares com características substancialmente diferentes foram identificados quando estratificamos a amostra por meio do ponto de corte da mediana do escore de ansiedade-estado. Os padrões derivados para os alunos do grupo com valores de escore de ansiedade abaixo da mediana foram nomeados “Misto 1”, “Frutas e Legumes” e “Arroz e Feijão”. Já para o grupo com maiores pontuações na escala de ansiedade, os padrões identificados foram nomeados como “Fast-food”, “Misto 2” e “Arroz e Feijão”. Conclusão: Na amostra total, foi identificado padrão alimentar característico ocidental, com maior consumo de alimentos industrializados, fast-food, refinados de alta densidade energética e alta palatabilidade, ricos em açúcares, gorduras, especialmente trans, e sódio. Após a estratificação por meio do escore de ansiedade, observou-se que os universitários mais ansiosos apresentaram um padrão alimentar mais pronunciadamente ocidental, uma vez que, mesmo havendo consumo de alimentos característicos do padrão ocidental nos indivíduos com menores níveis de ansiedade, os estudantes menos ansiosos tinham mais presentes na sua alimentação grupos alimentares com proteínas de alto valor biológico, peixes frescos e também um menor consumo de bebidas cafeínadas