Estágios de mudança de comportamento alimentar e sua associação com o padrão de consumo alimentar de universitários

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Pimenta, Natália Gomes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Niterói
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/23173
http://dx.doi.org/10.22409/PPGSC.2020.m.13259095721
Resumo: Introdução: O comportamento alimentar de universitários pode ser influenciado pelos novos hábitos e relações sociais. E, entender a motivação que leva o indivíduo a realizar seu consumo pode contribuir para melhor avaliação desse grupo populacional. Associado a isso, analisar por meio de padrão de consumo alimentar tem se mostrado uma ferramenta com excelente potencial, visto que considera as preferências alimentares e possíveis associações entre alimentos e o impacto na saúde. Objetivo: Analisar potencial associação dos estágios de mudança de comportamento com os padrões de consumo alimentar de uma amostra de estudantes universitários. Metodologia: Análise seccional de amostra de universitários matriculados no segundo período acadêmico de uma universidade federal. Para avaliação do estágio de mudança de comportamento alimentar, utilizou-se o modelo transteórico acerca do consumo de alimentos gordurosos, doces, frutas e hortaliças. Para melhor análise, as variáveis iniciais foram estratificadas em: motivado (ação e manutenção) e não motivado (decisão, contemplação e pré-contemplação). As informações sobre o consumo alimentar foram obtidas a partir da aplicação de questionário de frequência de consumo alimentar semi-quantitativo validado. O processamento e a análise estatística foram realizados por meio do software SPSS versão 21. Foi realizado análise descritiva, análise de componentes principais e regressão logística. Resultados: Foi observado que a maioria dos universitários não estavam motivados para a mudança no consumo de alimentos gordurosos e açucarados (51,0%) e encontravam-se motivados para o consumo de frutas e hortaliças (55,1%). Foram extraídos três padrões alimentares, que explicavam 46,5% da variância do consumo alimentar. Os padrões identificados foram nomeados como: Padrão Ocidental (carboidratos, embutidos/enlatados, comfort food, gorduras, leite e derivados, bebidas açucaradas e ovos); Saudável (carnes, frutas, verduras, vegetais, hortaliças e ovos); Arroz e Feijão (feijão, arroz, café e não consumo de peixes). Após ajuste por sexo, índice de massa corporal e padrão de consumo alimentar, os indivíduos mais motivados a reduzir o consumo de alimentos gordurosos e açucarados, apresentavam uma tendência maior ao consumo dos alimentos aderidos aos Padrões “Saudável” (2,688; IC95% 1,137 - 6,358) e “Arroz e Feijão” (2,284; IC95% 0,974 - 5,358), quando comparado a aqueles parcialmente motivados e não motivados. Para o Padrão “Ocidental”, essa tendência foi inversa (0,246; IC95% 0,099 - 0,620). Já os universitários mais motivados a aumentar o consumo de frutas e hortaliças, apresentavam uma tendência maior ao consumo dos alimentos aderidos aos Padrões “Saudável” (4,477; IC95% 1,842 - 10,882) e “Arroz e Feijão” (1,936; IC95% 0,861 - 4,352), quando comparado a aqueles parcialmente motivados e não motivados. No Padrão “Ocidental”, essa tendência foi inversa (0,460; IC95% 0,195 - 1,084). Conclusão: A motivação autorrelatada para a mudança do comportamento alimentar mostrouse associada a tendência a um padrão mais saudável. Tal achado se torna especialmente útil na rotina de profissionais e formulação de políticas que levem em consideração estratégias comportamentais de motivação e não apenas repasse de informações e conhecimento para a promoção de alimentação saudável