Estudo da atividade moluscicida das plantas oriundas da Restinga de Jurubatiba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Souza, Eloísa Portugal Barros Silva Soares de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3045
Resumo: O estudo das plantas medicinais tem-se tornado uma importante fonte de pesquisa e interesse científico devido ao seu valor em nível de estrutura química e propriedades farmacológicas. A esquistossomose é um problema de saúde pública que atinge milhares de pessoas que vivem em áreas endêmicas. Por seu aspecto socioeconômico, devido à falta de saneamento básico eficiente em muitas áreas, está incluída entre as doenças negligenciadas. Seu tratamento é considerado eficaz, porém existe a necessidade de medidas profiláticas que reduzam o número de pessoas infectadas atendidas pelas redes de saúde coletiva. Dentre essas medidas, existe o combate ao hospedeiro intermediário do agente etiológico da doença, o caramujo de água doce do gênero Biomphalaria. Este molusco é crucial para a transmissão da doença, e seu controle iria interromper o ciclo da esquistossomose. O método de controle atualmente utilizado para este fim possui grande impacto ambiental, não sendo, portanto, uma alternativa viável. Nesse contexto, as plantas da Restinga de Jurubatiba possuem diversas atividades terapêuticas conhecidas popularmente ou cientificamente estudas. O uso de seus extratos pode ser uma importante estratégia para o controle do molusco e a consequente redução do número de pessoas que contraem a esquistossomose. O objetivo desse trabalho, portanto, é avaliar a atividade moluscicida dos extratos das plantas Eugenia sulcata, Manilkara subsericea, Neomitranthes obscura e Myrciaria floribunda, suas frações e substâncias isoladas, sobre a espécie Biomphalaria glabrata. Foi realizado o ensaio de atividade moluscicida para avaliar a letalidade dos extratos de plantas sobre a espécie Biomphalaria glabrata, em tempos de até 96 horas. E, para avaliar a toxidade dos extratos em células de linhagem, foram realizados ensaios de liberação da enzima lactato desidrogenase e redução da resazurina. Os resultados mostraram maior atividade moluscicida nas frações em hexano e diclorometano de Myrciaria floribunda, com valores de DL50 de 3,3 e 6,2 ppm respectivamente e, em menor escala, nos extratos brutos do caule de Neomitranthes obscura e Manilkara subsericea, e na fração acetato de etila desta última, da qual foram isoladas três substâncias: miricetina, quercetina e ácido ursólico, apresentando atividade moluscicida em menores concentrações, com valores de DL50 de 0,04 ppm, 0,08 ppm e 1,57 ppm respectivamente. Tais resultados não demonstraram toxidade em células de mamíferos. Este trabalho aponta para um foco de estudo para uma alternativa profilática para o controle do hospedeiro intermediário da esquistossomose mansônica