Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Melo, Juliana dos Santos Loria de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/34722
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Resumo: |
A infecção por Leptospira sp., principalmente as estirpes do sorogrupo Sejroe, compromete a eficiência reprodutiva dos ruminantes. Isto resulta em perdas econômicas substanciais em decorrência dos distúrbios reprodutivos observados. Embora a maioria dos estudos experimentais utilize a via intraperitoneal para inoculação de leptospiras, tem sido sugerido que a infecção natural pode ocorrer por transmissão sexual. Assim, buscou-se avaliar a via genital (cervical superficial) de infecção, em comparação com a via sistêmica intraperitoneal e uma segunda via de mucosa (conjuntival), em ovinos experimentalmente infectados como modelo da leptospirose genital. Uma estirpe de L. borgpetersenii sorogrupo Sejroe, sorovar Hardjobovis foi inoculada em 18 ovelhas adultas da raça Santa Inês divididas em três grupos para inoculação: intraperitoneal (n=6; Gip), genital (n=6; Ggen) e conjuntival (n=6; Gconj). Mensalmente, durante 90 dias, foram coletadas amostras de sangue para hemograma e sorologia (MAT), além de amostras de urina, muco cérvico-vaginal (CVM) e fragmentos uterinos para PCR. Todas as ovelhas foram infectadas com sucesso (soroconversão e PCR positivo), independentemente da via de infecção, ocorrendo a colonização do trato genitourinário. O Gip e Ggen não diferiram ao longo do experimento, tanto na soroconversão quanto na positividade da PCR em amostras genitais ou de urina. Em contrapartida, o Gconj apresentou menos animais sororreagentes (P≤0,05) e menos PCR-positivos em amostras genitais que os demais grupos. Os grupos estudados não apresentaram alterações hematológicas significativas. Em conclusão, embora todos os grupos apresentaram colonização geniturinária, a via genital foi a via de mucosa mais eficiente em relação a capacidade de soroconversão e não diferiu da tradicional intraperitoneal (sistêmica). Assim, a via genital, além de ser uma via de transmissão natural por mucosas, representa uma via promissora e interessante para estudos futuros relacionados à leptospirose genital em ruminantes. |