Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Ferreira, Marcia Milena Galdez |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Niterói, RJ
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/15294
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Resumo: |
Esse estudo aborda a transformação do Médio Mearim, no Maranhão, com a chegada e fixação de milhares de camponeses, homens e mulheres, idosos, adultos, jovens e crianças, que se deslocam de outras áreas do Maranhão e de outros estados do Nordeste, principalmente do Ceará e Piauí rumo a um suposto eldorado, nas décadas de 1930, 1940, 1950 e 1960. Em quatro décadas, muitas práticas sociais e culturais são tecidas no cotidiano de trabalho e de vida de pessoas com múltiplas experiências, e a fronteira agrícola é superada. Finda o tempo da terra sem dono e inicia o tempo da grilagem e da expropriação de inúmeros trabalhadores rurais. Os migrantes nordestinos estiveram presentes em outros tempos e espaços no estado do Maranhão. O recorte espacial e temporal proposto justifica-se pela transformação da área em termos demográficos, econômicos e culturais ao longo de quatro décadas. Terras sem donos, dotadas de bons invernos atraem e possibilitam a fixação de um grande contingente de migrantes nordestinos que vivem da rizicultura, do cultivo e beneficiamento do algodão e da coleta e quebra do coco babaçu. A partir da História Oral aborda-se a construção e desconstrução do eldorado maranhense através de narrativas de migrantes nordestinos e seus descendentes, atentando para elementos de atração, construção de teias migratórias, interpretações distintas do processo de migração e fixação. Busca-se ainda mapear os locais de procedência dos migrantes e analisam-se brevemente representações do migrante nordestino na imprensa local e em discursos oficiais |