Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Magalhães, Andressa Acar |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/10570
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Resumo: |
Apesar da crescente atenção dada à pesquisa científica da meditação, os estudos experimentais da relação neural entre meditação e reatividade emocional ainda são emergentes. Os objetivos deste trabalho foram investigar se a meditação modula a atividade de áreas envolvidas com regulação emocional (áreas pré-frontais/parietais) e processamento emocional (límbicas), avaliar se a modulação promove aumento ou redução da atividade nestas regiões e se o grau de experiência com a prática de meditação altera o padrão de modulação. A hipótese testada foi que a meditação reduziria a reatividade emocional por ativar regiões de regulação da emoção (pré- frontais/parietais) e assim modular a atividade das regiões de processamento emocional (límbicas). Este pressuposto surgiu dos dados da literatura que sugerem um padrão de recrutamento destas regiões em estratégias de reavaliação cognitiva e deslocamento da atenção, assim como em estratégia de regulação baseada em mindfulness. Foram selecionados dez artigos de fMRI e seus resultados mostraram que houve modulação de regiões cerebrais associadas a regulação da emoção e processamento emocional. A direção da modulação foi variável entre os estudos, sendo difícil propor um padrão único de atividade neural tanto para iniciantes como para meditadores experientes. Apesar dessa variação, uma maior ativação do córtex pré-frontal ventrolateral mostrou-se relativamente consistente entre os estudos, apoiando a concepção de maior recrutamento de região envolvida na regulação da emoção. Com relação às áreas de processamento da emoção, a meditação provocou uma tendência à diminuição da atividade da amígdala, o que pode estar associado à menor reatividade emocional, e a ínsula apresentou maior atividade devido a meditação, contrariando a hipótese sugerida de menor ativação de regiões de processamento emocional. Este achado pode ter relação com um maior monitoramento de estados internos e aceitação de estados emocionais |