Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Maia, Lucas Gomes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://app.uff.br/riuff/handle/1/27969
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Resumo: |
A proposta desse trabalho é refletir sobre a natureza na cidade a partir de seus usos, operando na tensão gerada entre dominação-apropriação que se revela no processo de urbanização da Região Oceânica de Niterói iniciado na década de 1970, em contexto de metropolização, se consumando como expansão da fronteira urbana nas décadas seguintes até os dias atuais. A análise dos usos da natureza possibilita a compreensão do metabolismo social, condição eterna de relação entre humanidade e natureza, no espaço da cidade. A dominação se configura sob a forma da propriedade privada da terra e a redução do habitar pelo habitat. Nesse contexto, a natureza enquanto uma raridade espacial, torna-se centralidade na produção e consumo do espaço ao possibilitar um modo de vida urbano baseado no lazer, gerando extração da renda da terra com a venda dos novos empreendimentos imobiliários. A apropriação se configura no habitar da Comunidade Tradicional de Pescadores Artesanais de Itaipu que ocupa a região por séculos e que, através do trabalho concreto, reproduzem um modo de vida com complexa relação com a natureza. O grupo enfrenta, desde a década de 1940, os efeitos da mudança da região de área rural para urbana. A partir da década de 1970, o processo se intensifica e a Comunidade sofre grandes perdas territoriais, remoções, ameaças, mudanças no controle do metabolismo social, descaracterização da organização e modo de existência. Contudo, a Comunidade vem desenvolvendo diferentes táticas de resistências e através de práticas espaciais contra-hegemônicas, produzem contraespaços capazes de oxigenar a luta pelo direito à cidade. |