Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Rodrigues, Ingrid Lyrio Figueira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Niterói
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/12984
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Resumo: |
A modernização dos sistemas de criação de suínos incrementando o confinamento de um grande número de animais favoreceu a transmissão de agentes infecciosos culminando com prejuízos produtivos, reprodutivos e econômicos. O circovírus suíno tipo 2 (PCV-2) causou um enorme impacto econômico devido a perdas diretas e custos indiretos para seu controle. Em 2016, um novo circovírus classificado como tipo 3 (PCV-3) foi detectado e seu papel no desenvolvimento de doenças bem como sua circulação no rebanho brasileiro não estão totalmente elucidados. O objetivo desse trabalho foi realizar a caracterização molecular e o estudo evolutivo de PCV-2 e PCV-3 em órgãos de suínos provenientes de diferentes regiões dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Brasil, coletados no período de 1967 a 2018. Para realização deste estudo retrospectivo, foram selecionados do acervo do laboratório de Anatomia Patológica da PESAGRO-RIO, blocos de parafina contendo fragmentos de órgãos, provenientes de 143 suínos, no período de 1967 a 2017. Foram, também, avaliados fragmentos de órgãos congelados de 35 suínos coletados nos anos de 2017 e 2018, totalizando 178 amostras do mesmo número de suínos obtidas num período de 51 anos. Foi realizada a desparafinização dos blocos, o genoma viral foi extraído e submetido à reação de Nested PCR utilizando a região de capsídeo de PCV-2 e PCV-3. As amostras positivas foram sequenciadas e submetidas à análise de aminoácidos para tipagem, estudo de coalescência e análise da rede de haplótipos. Um total de 39/178 amostras (21,9%) apresentou resultados positivos para PCV-2 sendo 9/35(25,7%) de tecidos congelados e 30/143(20,9%) de tecidos emblocados fixados em formalina (FFPE). Uma amostra do ano de 1967 foi positiva para PCV-2, sendo este relato o segundo mais antigo do mundo. Em relação à PCV-3, 26 das 178 amostras (14,6%) apresentaram resultados positivos sendo 14/35 (40%) de tecidos congelados e 12/143 (8,2%) tecidos de FFPE. Além disso, uma amostra do ano 1967 foi positiva para PCV-3, sendo este relato o mais antigo de que se tem notícia no mundo. As sequências obtidas dessas amostras foram depositadas no GenBank. As amostras positivas de PCV-2 foram classificadas como PCV-2d através da análise filogenética confirmada pela Network. As amostras de PCV-3 foram classificadas como PCV-3a e PCV-3b. A diversidade haplotípica do PCV-2 foi igual a 0,91 o que revela uma taxa mutacional elevada e a diversidade haplotípica do PCV-3 foi igual a 0,48 tendo sido considerada baixa. Pôde-se observar que ambos, PCV-2 e PCV-3, circulam no Brasil desde 1967. |