Estudos clínicos com fármacos empregados como tratamento adjuvante das convulsões refratárias em pediatria: uma revisão de escopo
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://app.uff.br/riuff/handle/1/27213 http://dx.doi.org/10.22409/PPG-GAFAR.2021.mp.11228372756 |
Resumo: | A utilização de medicamentos em pediatria representa uma problemática mundial, devido à carência de ensaios clínicos, por questões éticas e econômicas. Consequentemente, há que se recorrer a alternativas como o uso off-label e a extrapolação de doses. Quando se trata de medicamentos anticonvulsivantes, a situação torna-se mais complexa em função da cronicidade da sua utilização, necessidade de monitoramento do tratamento por motivos de segurança, seus efeitos sobre o sistema nervoso central e diferenças significativas em termos de resposta clínica quando se compara adultos e crianças. Estima-se que cerca de um terço dos indivíduos que sofrem de convulsões crônicas são resistentes ao tratamento farmacológico padrão, levando-os a terapia combinada com fármacos de gerações mais antigas, cuja eficácia e efeitos nocivos são conhecidos e aqueles mais recentes, que se acredita possuir melhor perfil de segurança, a fim de se tentar alcançar o controle das crises. Portanto, o objetivo deste trabalho foi analisar os resultados provenientes de ensaios clínicos realizados com crianças até 12 anos utilizando fármacos anticonvulsivantes de terceira geração, como terapia adjuvante. Para isso, foi realizada uma revisão de escopo de acordo com os princípios do Joanna Briggs Institute, com o intuito de identificar os estudos relevantes, extrair e apresentar os dados referentes à eficácia e segurança de alguns desses fármacos mais modernos. Foram incluídos artigos em inglês, publicados entre janeiro de 2000 a dezembro de 2019. As bases de dados pesquisadas foram PubMed e Scopus, obtendo-se no total 1701 artigos. A revisão foi estruturada com 31 artigos selecionados de acordo com os critérios de inclusão pré-estabelecidos. Os resultados foram categorizados por fármacos e no caso do Levetiracetam especificamente, também por desenho de estudo. Este trabalho permitiu constatar que apesar de haver ensaios clínicos, as crianças mais jovens têm pouca participação, os participantes recrutados apresentam perfil heterogêneo no que se refere à idade, condições clínicas e etiologia das crises. O modelo de estudo predominante é o ensaio aberto, entretanto, na maioria das vezes a estrutura desses ensaios era adaptada para melhor atender aos objetivos dos mesmos. A questão concernente à adequação das formas farmacêuticas para esse público ainda continua sendo negligenciada. |