Diatomáceas perifíticas como bioindicadoras da qualidade da água do Rio São Mateus-ES

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Reis, Luciane Ayres Castro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Espírito Santo
BR
Mestrado em Biodiversidade Tropical
UFES
Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Tropical
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
502
Link de acesso: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5237
Resumo: Em termos de biodiversidade, as águas brasileiras apresentam grande significado, porém devido as dificuldades em inventariar todos os organismos em função da quantidade de bacias hidrográficas jamais inventariadas, ao reduzido número de inventários efetuados, bem como a necessidade de revisão taxonômica para vários grupos de organismos o número exato dessa biodiversidade ainda é imprecisa. Dentre os organismos constituintes do complexo perifítico, as algas são crucialmente importantes para os ecossistemas aquáticos, ao produzirem oxigênio e servirem como alimento para animais aquáticos; ao serem utilizadas como indicadores biológicos das alterações da qualidade da água. Diante do fato da inexistência dados sobre biodiversidade e ecologia de diatomáceas no Estado do Espírito Santo, este estudo objetivou conhecer e identificar as comunidades de diatomáceas perifíticas em função dos diferentes gradientes de trofia do rio São Mateus. Nesta pesquisa foram coletadas 20 amostras de diatomáceas perifíticas do pecíolo Eichhornia crassipes (Mart.) Solms, localizadas ao longo de 30 km de amostragem do rio São Mateus. Foram analisados dados físicos, químicos e biológicos em dois meses (nov/2012 e fev/2013). Temporalmente e espacialmente os resultados (72,5% e 90,4% de explicabilidade nos dois primeiros eixos, respectivamente) da Análise de componentes principais (PCA) separou os dois meses e as estações amostrais de coleta em função de 11 variáveis abióticas. De forma geral, 289 táxons foram identificados, distribuídos em 67 gêneros. A Classe que mais contribuiu com números de táxons foi Bacillariophyceae (216), seguida de Coscinodiscophyceae (50) e Fragilariophyceae (23). Comparando os meses amostrados, 278 táxons ocorreram no mês chuvoso (nov/12) e 112 ocorreram no mês parcialmente seco (fev/13). Quanto as espécies abundantes e dominantes somente Polymyxus coronalis Bailey foi dominante, 132 espécies foram abundantes e mais da metade do número total de táxons foram raros (156). Os valores do índice de diversidade de Shannon (H) da comunidade de diatomáceas epifíticas variaram de 2.2 a 3.2 no período parcialmente seco e de 3.6 a 4.8, no de chuva. Apesar de haver o reconhecimento de que os efeitos negativos da poluição refletem na redução da diversidade de espécies, fato que justifica a constante utilização de medidas de diversidade como indicadores ambientais, nesta pesquisa foi observado o contrário. As estações de coleta que recebem maiores cargas de nutrientes (L05 e L06) apresentaram os maiores valores de diversidade. Assim, os índices de diversidade puramente utilizando diatomáceas não foram adequados para avaliar a qualidade da água no rio São Mateus.