Relação risco-retorno de portfólios de investimentos em ações do índice de sustentabilidade empresarial da bolsa de valores brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Silva, Bruno Nogueira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAH
Brasil
UFERSA
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Programa de Pós-Graduação em Administração
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://lattes.cnpq.br/1710286275396858
http://lattes.cnpq.br/2047459959504766
https://doi.org/10.21708/bdtd.ppga.dissertacao.11140
https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/11140
Resumo: Nas últimas décadas, o desenvolvimento sustentável tem sido buscado significativamente pela sociedade, por meio de conscientização, incentivos fiscais, restrições legais e similares. No mercado de ações, essa tendência possibilitou o surgimento de carteiras teóricas compostas por ativos de empresas consideradas referências em gestão corporativa sustentável. No entanto, esse mercado é visto como uma alternativa de investimento de alto risco, principalmente para investidores que não detêm informações ou instrumentos que auxiliem na escolha dos portfólios. Para tal propósito, a Teoria Moderna de Portfólios (TMP) tem sido a mais utilizada até os dias atuais, principalmente em versões de modo adaptado com métricas que não pressupõem a normalidade dos retornos. A metodologia Gini-CAPM (Gini Capital Asset Pricing Model) – a principal derivação da TMP com uma métrica de risco mais robusta contra não normalidade, o Gini – tem apresentado bons resultados para otimização dos portfólios de investimentos em ações. Assim, este trabalho teve como objetivo investigar a relação riscoretorno de portfólios de ações estruturados apenas com papéis listados no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores brasileira (B3), utilizando conceitos derivados do Gini-CAPM, e outras métricas de seleção de portfólios que também utilizam o Gini. Para isso, trabalhou-se com cotações mensais das ações do ISE de janeiro de 2015 a junho de 2022. O método proposto para a seleção é multiobjetivo e utiliza os critérios de seleção Beta- Gini, Sharpe-Gini, Assimetria-Gini e Value at Risk, inclusive nesta ordem. Assim, o presente estudo apresentou um método estruturado para selecionar portfólios de ações com base no perfil de risco do investidor. Na análise de resultados, ao comparar o desempenho dos portfólios propostos com a performance dos benchmarks de renda variável nacional, ficou evidente que alguns portfólios propostos exibiram performance superior. Os principais resultados evidenciaram que esses portfólios, compostos por ações ESG (Environmental, Social and Governance), ofereceram risco menor que os benchmarks. Observou-se ainda que maior parte dos ativos individuais componentes da amostra exibiu risco (mensurado pelo coeficiente Beta) inferior a um, podendo assim ser considerados como investimentos defensivos; o que pode ser interessante para investidores com maior aversão a risco e que se preocupam com a sustentabilidade. Portanto, esta pesquisa contribui para a literatura ao proporcionar informações sobre a relação risco-retorno das ações de empresas social e ambientalmente responsáveis. Adicionalmente, o estudo empregou o modelo de otimização que usa o coeficiente de risco de Gini (uma métrica de risco mais robusta frente à não normalidade), até então pouco utilizado na seara de gestão de portfólios de ações