Professora de língua portuguesa em início de carreira: autonomia e adaptação em atividades de ensino.
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Humanidades - CH PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/27330 |
Resumo: | Esta pesquisa buscou investigar o trabalho de uma professora em início de carreira, em contexto de ensino de Educação de Jovens e Adultos (EJA), tendo como objeto de pesquisa as atividades profissionais de ensino, manifestadas através de um relato de atividades e das aulas de língua portuguesa ministradas em contexto inicial de docência. Partindo do pressuposto de que um professor pode agir adaptando-se ao contexto de trabalho, mantendo as rotinas padronizadas pela escola, bem como pode, aos poucos, alterar tais rotinas, desenvolvendo ações mais autônomas, essa pesquisa objetivou, de modo mais específico, (1) Identificar os indícios de adaptação e/ou autonomia subjacentes às minhas atividades profissionais durante o meu primeiro ano de trabalho e (2) Analisar como esses indícios se manifestaram nessas atividades. Para compreender como se manifestam tais ações profissionais, busquei, dentro dos estudos em ciências sociais, explicações referentes ao conceito de rotinização e posicionamento social (GIDDENS, 2009), por entender que autonomia e/ou adaptação estão interligadas às rotinas estruturadas pela sociedade. Ainda no capítulo teórico, assumo a concepção de linguagem e ensino como prática social. Para ancorar a denominação “autonomia” utilizo as discussões de Contreras (2012) e de outras pesquisas em LA que trazem à tona este conceito. A análise também apoiou-se nos estudos sobre Linguagem e Trabalho, relativos ao trabalho docente (AMIGUES, 2004) e em Educação, relativos ao planejamento de ensino (ZABALA, 1998). O corpus de análise desta pesquisa foi constituído por (1) relato de atividades que reconstruíram as primeiras experiências de ensino e (2) aulas audiogravadas e transcritas referentes ao segundo semestre de trabalho. Esses dados foram analisados conjuntamente, a partir das categorias relacionadas à seleção de objetivos e de conteúdos e seleção e elaboração de materiais. Os resultados demonstraram que os indícios de adaptação manifestaram-se através de atividades de ensino que já eram institucionalizadas na rotina escolar. Os indícios de autonomia, por sua vez, manifestaram-se através de ações em que as escolhas profissionais guiaram-se, em boa parte dos dados analisados, pelo envolvimento dos alunos no processo. |