Sociologia das deficiências: o que é ser pessoa com deficiência no ensino médio?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SANTOS, Alan Araújo dos.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido - CDSA
MESTRADO PROFISSIONAL DE SOCIOLOGIA EM REDE NACIONAL - SUMÉ
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dx.doi.org/10.52446/PROFSOCIOCDSA.2021.D.SANTOS1
http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/18265
Resumo: A presente pesquisa é voltada para a investigação sobre o que é ser pessoa com deficiência no Ensino Médio. Se essa etapa de ensino produz certos ritos de passagem para uma outra fase de vida social, pessoal e de escolarização, então pressupomos que os sujeitos que vivenciam o Ensino Médio acabam elaborando certas sociabilidades que revelam visões de mundo. Quando discutimos esse fato contextualizando para as pessoas com deficiência nos deparamos com sentidos e significados de (in)visibilidades que são produzidas dentro da escola. O ensino de Sociologia torna-se um instrumento de análise sociológica capaz de desvelar, denunciar e propor formas de sociabilidades, haja visto que ele é, em si mesmo, uma potência de formação crítica e social de sujeitos. Assim, o objetivo deste trabalho é conhecer como o ensino de Sociologia na escola regular influencia as sociabilidades das pessoas com deficiência no contexto da sala de aula no ensino Médio. Propomos enquanto metodologia a revisão bibliográfica. A partir das reflexões acerca da deficiência em Erving Goffman (1980), vamos percebendo a construção social do estigma. Em Pierre Bourdieu (1984) encontramos a escola como uma instituição posicionada e localizada, ideologicamente. Desse modo, torna-se importante disputar o espaço escolar enquanto potencializador da diversidade humana. As contribuições de Boaventura de Sousa Santos (2002) sobre a sociologia das ausências e das emergências nos possibilitam repensar a pessoa com deficiência no Ensino Médio a partir da produção de sua inviabilização. Ao estamos em um movimento de pesquisa social comprometida com a luta anticapacitista, nos deparamos com a emergência das sociabilidades das pessoas com deficiências no Ensino Médio. Vamos encontrar em Simmel (1983) o suporte teórico para compreender como essas sociabilidades são produzidas. Por fim, somos levados a pensar em uma sociologia das deficiências enquanto uma contribuição para o campo sociológico e também para a área de ensino.